IbititáBA

17.509 habitantes · IBGE 2913101

IA

Resumo socioambiental

Ibititá apresenta desempenho satisfatório em saneamento básico, mas sinaliza fragilidades na gestão de perdas hídricas e nas emissões de energia. A cobertura de água atingiu 96,0% em 2022, valor bem acima da mediana nacional (76,5%) e do percentil 79, refletindo infraestrutura consolidada de abastecimento. Contudo, a perda de água chegou a 33,0% no mesmo ano, superando a mediana nacional (29,9%), embora ainda abaixo da média estadual (35,0%). Essa combinação — alta cobertura com perdas elevadas — indica que o sistema atende bem à população, mas sofre com ineficiências na distribuição, o que pode comprometer a sustentabilidade financeira e operacional do serviço.

No saneamento de esgoto, o município evoluiu de forma expressiva: a coleta domiciliar passou de 64,5% (2010) para 78,8% (2022), superando a mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado de dejetos caiu de 35,5% para 12,4%, abaixo da mediana nacional (14,9%) e do valor estadual (17,1%). Essa melhoria contínua sugere investimentos efetivos em infraestrutura sanitária, com reflexo direto na saúde pública e na redução de passivos ambientais.

Em relação às emissões de gases de efeito estufa, Ibititá mantém patamar bastante inferior à mediana nacional: 41.157 tCO₂e em 2024, no percentil 17, com queda de 13,2% desde 2010. Entretanto, essa trajetória positiva é puxada principalmente pela redução em outros setores, pois as emissões de energia cresceram 336,9% no período, atingindo 17.484 tCO₂e em 2024 — ainda abaixo da mediana nacional, mas em rápida expansão. As emissões de resíduos também aumentaram 32,8%, chegando a 6.960 tCO₂e, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), o que dialoga com o avanço da coleta de esgoto e sugere necessidade de atenção à gestão de resíduos sólidos para evitar que os ganhos sanitários se traduzam em maior pressão climática.

Quanto a eventos hídricos extremos, o município não registrou cheias em 2016, mas apresentou 9 registros de seca observada, acima da mediana nacional (0) e próximo ao padrão estadual, que concentra grande volume de ocorrências (2.159). O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e da média estadual (3,281), apontando vulnerabilidade futura que reforça a importância de reduzir perdas no sistema de abastecimento e fortalecer a resiliência a estiagens.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

99.3%

2024

94
0.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

33.5%

2024

40
60.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

78.8%

2022

53
22.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

12.4%

2022

55
65.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

41.157 tCO₂e

2024

83
13.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.960 tCO₂e

2024

46
32.8% no período

Emissões de energia

SEEG

17.484 tCO₂e

2024

52
336.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

9

2016

15
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.