Santa InêsBA
10.628 habitantes · IBGE 2927903
Resumo socioambiental
Santa Inês/BA apresenta saneamento acima da média nacional em quase todos os indicadores estruturais. A cobertura de água atingiu 94,3% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (80,7%), posicionando o município no percentil 77. O tratamento de esgoto é o destaque mais expressivo: 97,5% em 2022, muito superior à mediana nacional (37,7%) e à UF (53,1%), colocando o município no percentil 89 — resultado notável considerando que o município opera com apenas 1 ETE, igual à mediana nacional, mas com desempenho de tratamento muito superior à média.
A coleta de esgoto, no entanto, é o ponto mais frágil do saneamento local: 78,0% em 2021, abaixo da mediana nacional (87,8%), embora superior à média baiana (63,0%), resultando no percentil 42. Essa lacuna entre coleta (78%) e tratamento (97,5%) sugere eficiência técnica na estação existente, mas cobertura de rede ainda incompleta. A perda de água, de 26,5% em 2022, ficou abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), indicando gestão hídrica relativamente eficiente, embora a série histórica mostre oscilações relevantes desde 2008. Os domicílios com destinação inadequada de resíduos caíram para 4,0% em 2022 (ante 11,0% em 2010), bem abaixo da mediana nacional (14,9%), reforçando o quadro positivo de infraestrutura básica.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 92.501 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas com alta de 22,4% em relação a 2010, revertendo a tendência de queda observada entre 2021 (44.469 tCO₂e) e 2022 (55.547 tCO₂e). As emissões de resíduos cresceram de forma consistente, atingindo 4.902 tCO₂e em 2024 (+85,7% desde 2010), ainda abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), mas em trajetória de alta que acompanha o crescimento populacional e a geração de resíduos — um ponto de atenção para políticas de gestão de RSU, especialmente diante do bom desempenho em coleta domiciliar (93,8%).
Quanto à segurança hídrica, o índice projetado de 3,0 para 2035 fica abaixo da mediana nacional (4,0) e da UF (3,281), no percentil 50, sinalizando vulnerabilidade futura que merece monitoramento, sobretudo à luz dos 8 registros de seca observados em 2016 (percentil 83 na UF), muito acima da mediana nacional (0). Não houve registros de cheia no mesmo ano. Em síntese, Santa Inês combina infraestrutura de saneamento robusta — com tratamento de esgoto e cobertura de água excepcionais — com desafios pontuais em ampliação da rede coletora, gestão de resíduos e planejamento hídrico de longo prazo.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
91.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
74.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
72.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
18.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
92.501 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.902 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
6.596 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
8
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
