São DesidérioBA

34.783 habitantes · IBGE 2928901

IA

Resumo socioambiental

São Desidério apresenta um quadro socioambiental de contrastes acentuados entre saneamento básico e emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 40,6% em 2022, com crescimento de 41,2% desde 2008, mas permanece muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (80,7%), posicionando o município no percentil 12 do país. Por outro lado, a perda de água caiu para 17,6% em 2022, resultado positivo que supera tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a UF (35,0%), indicando ganhos recentes de eficiência operacional na distribuição, mesmo com baixa cobertura.

No saneamento de esgoto, o cenário é mais preocupante: apenas 59,7% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado de dejetos ainda atinge 34,9% dos domicílios, mais que o dobro da mediana do país (14,9%) e da Bahia (17,1%), colocando o município no percentil 80 — entre os piores do Brasil nesse quesito. Essa deficiência estrutural de saneamento contrasta com o problema mais crítico do município: as emissões de GEE, que somaram 8,46 milhões de tCO₂e em 2024, variação de +118,5% desde 2010, situando São Desidério no percentil 99 nacional, com valor muito superior à mediana do país (138 mil tCO₂e). O setor de energia foi o principal vetor desse crescimento, saltando de 162 mil para 905 mil tCO₂e (+455,9%) na década, refletindo provavelmente expansão do agronegócio irrigado e da matriz energética local. As emissões de resíduos também cresceram 70,7%, chegando a 12.721 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional, o que reforça a necessidade de investimentos em gestão de resíduos sólidos concomitantes à ampliação da coleta de esgoto.

Do ponto de vista hídrico, o município mantém potência hidráulica estável em 39 MW desde 2010, acima da mediana nacional, e exibe índice de segurança hídrica de 4,000 (2035), equivalente à mediana do Brasil e superior à média da Bahia (3,281), sugerindo relativa resiliência estrutural para o abastecimento futuro, ainda que dependente de expansão da infraestrutura de distribuição. Em síntese, São Desidério enfrenta um desafio duplo: modernizar e expandir o saneamento básico — especialmente tratamento de esgoto — enquanto contém a trajetória acelerada de emissões, sobretudo do setor energético, que já posiciona o município entre os maiores emissores per capita do país.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

60.5%

2024

32
99.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

14.4%

2024

88
44.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

59.7%

2022

25
22.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

34.9%

2022

20
31.9% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

39 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

39 MW

2024

75
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

8.464.092 tCO₂e

2024

1
118.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.721 tCO₂e

2024

27
70.7% no período

Emissões de energia

SEEG

905.077 tCO₂e

2024

2
455.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.