São FélixBA

11.198 habitantes · IBGE 2929008

IA

Resumo socioambiental

São Félix/BA apresenta um quadro de saneamento heterogêneo: os indicadores de esgotamento sanitário são fortes, enquanto o abastecimento de água e o manejo de resíduos sólidos mostram fragilidades relevantes frente ao restante do país. A coleta de esgoto atingiu 90,6% em 2021 (mediana nacional 87,8%, percentil 53) e o tratamento alcançou 90,6% em 2022, valor muito superior à mediana nacional de 37,7% e à média estadual de 53,1%, colocando o município no percentil 84 — um resultado de destaque. Já a cobertura de água estagnou em 64,5% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (80,7%), situando o município no percentil 36, com trajetória de crescimento modesto desde 2008 (+14,5%) e oscilações que sugerem estabilização mais do que avanço consistente.

O ponto mais crítico é a gestão de resíduos sólidos domiciliares: a coleta em domicílios caiu de 68,5% (2010) para 52,7% (2022), uma retração de -23,2%, enquanto o destino inadequado subiu para 34,0%, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e bem acima da UF (17,1%), posicionando o município no percentil 79 (pior que a maioria). Essa deterioração é coerente com o aumento de +22,9% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024, que atingiram 5.650 tCO₂e em 2024, valor próximo à mediana nacional (5.787 tCO₂e). Há, portanto, uma relação direta entre a queda na cobertura de coleta domiciliar e o crescimento das emissões associadas a resíduos, indicando que o problema não é apenas de infraestrutura, mas de efetividade na gestão do ciclo de resíduos.

Em termos de emissões totais de GEE, o município é comparativamente pequeno e eficiente: 40.523 tCO₂e em 2024, muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com o setor de energia em queda acentuada (-43,1% desde 2010, chegando a 5.785 tCO₂e), refletindo possível melhoria na matriz energética local. A perda de água na distribuição também recuou para 19,1% em 2022 (percentil 21, melhor que a mediana nacional de 29,9%), embora a série mostre um pico atípico de 51,8% em 2020 que merece investigação quanto à sua causa. A segurança hídrica registrada (índice 5,000) supera a mediana nacional e estadual, mas os registros de cheia e seca, nulos em 2016, refletem provavelmente limitação de monitoramento mais do que ausência real de eventos climáticos extremos.

Em síntese, São Félix combina um sistema de esgotamento sanitário robusto com lacunas expressivas na universalização do abastecimento de água e, principalmente, na gestão de resíduos sólidos domiciliares, área que demanda atenção prioritária dos gestores para reverter a tendência de piora e conter o crescimento das emissões associadas.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

68.0%

2024

43
10.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

58.8%

2024

49
5.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

76.6%

2024

83
0.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

30.1%

2024

48
24.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

52.7%

2022

17
23.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

34.0%

2022

21
8.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

40.523 tCO₂e

2024

84
9.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.650 tCO₂e

2024

53
22.9% no período

Emissões de energia

SEEG

5.785 tCO₂e

2024

76
43.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.