UbatãBA

16.097 habitantes · IBGE 2932309

IA

Resumo socioambiental

Ubatã/BA apresenta em 2022 cobertura de água de 70,8%, abaixo da mediana nacional (76,5%) e do patamar estadual (80,7%), posicionando o município no percentil 43 do país. O indicador estagnou frente a 2021, após oscilações relevantes na série histórica, que mostrou pico de 84,0% em 2012 e queda subsequente. Já a perda de água na distribuição foi de 21,4% em 2022, com recuo expressivo de 42% em relação ao início da série — desempenho melhor que a mediana nacional (29,9%) e que a média estadual (35,0%), colocando o município no percentil 27 (quanto menor, melhor a posição relativa). Essa combinação sugere rede com desafios de cobertura, mas gestão operacional de perdas relativamente eficiente frente ao cenário nacional.

Na área de resíduos sólidos, a coleta domiciliar atingiu 85,8% em 2022, superior à mediana nacional (76,9%) e à média estadual (69,0%), com avanço de 15,1 pontos percentuais desde 2010 — o município está no percentil 68, um resultado positivo. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos caiu para 10,4% em 2022 (queda de 59,1% desde 2010), ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%). Entretanto, essa melhora na coleta não se traduziu em redução das emissões de GEE por resíduos, que subiram 19,2% desde 2010, alcançando 9.569 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e) e da UF (6.768 tCO₂e), no percentil 66. Isso indica que o aumento da cobertura de coleta pode estar direcionando mais material para disposição final geradora de metano, sem tratamento ou aproveitamento energético adequado.

Quanto às emissões totais de GEE, Ubatã registrou 61.324 tCO₂e em 2024, com queda acumulada de 45,8% desde 2010, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 26 — posição favorável. As emissões de energia também recuaram 11,2% no período, para 17.279 tCO₂e, próximas da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Contudo, o setor de resíduos already mencionado é hoje o principal vetor de pressão ambiental do município, contrastando com a trajetória geral de redução das emissões.

Em recursos hídricos, não há registros de cheia ou seca observados em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e da média estadual (3,281), no percentil 50. Esse dado indica necessidade de atenção futura ao planejamento hídrico, especialmente considerando que a cobertura de água tratada ainda não atingiu níveis satisfatórios frente ao padrão nacional, o que reforça a importância de investimentos coordenados em infraestrutura de saneamento e gestão de resíduos para sustentar os ganhos ambientais já conquistados.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

88.0%

2024

74
13.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

21.0%

2024

73
23.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

85.8%

2022

68
15.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.4%

2022

60
59.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

61.324 tCO₂e

2024

74
45.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.569 tCO₂e

2024

35
19.2% no período

Emissões de energia

SEEG

17.279 tCO₂e

2024

52
11.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.