UrandiBA
15.794 habitantes · IBGE 2932606
Resumo socioambiental
Urandi/BA apresenta em 2022 cobertura de água de 100,0%, bem acima da mediana nacional (76,5%) e do valor da Bahia (80,7%), colocando o município no percentil 100 do país nesse indicador. A coleta de esgoto também evoluiu de forma expressiva, atingindo 99,8% em 2021 (variação de +24,9% desde 2019), superando a mediana nacional (87,8%) e a média estadual (63,0%). Contudo, esse avanço na coleta não se traduz em tratamento: o índice de tratamento de esgoto permanece em 0,0% desde 2019, contra uma mediana nacional de 37,7% e estadual de 53,1%, indicando que todo o esgoto coletado é despejado sem tratamento — um gargalo estrutural relevante diante da alta cobertura de coleta. A perda de água também merece atenção: subiu de patamares residuais para 14,3% em 2022, crescimento acumulado de +755,7% desde 2009, embora ainda esteja abaixo da mediana nacional (29,9%) e estadual (35,0%).
Do ponto de vista domiciliar, o Censo mostra descompasso com os dados de SNIS: apenas 57,1% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (69,0%), enquanto o destino inadequado de resíduos ainda atinge 40,2% dos domicílios, bem acima da mediana nacional (14,9%) e estadual (17,1%), situando o município no percentil 86 (pior faixa). Essa lacuna entre a cobertura de coleta domiciliar e a alta cobertura de água/esgoto sugere que os investimentos em saneamento básico não avançaram de forma equilibrada entre os serviços, e ajuda a explicar por que as emissões de resíduos (5.828 tCO₂e em 2024) permanecem próximas à mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 50), mesmo com queda recente.
Em relação às emissões totais de GEE, Urandi registrou 56.447 tCO₂e em 2024, com redução de -43,2% frente a 2010, e está no percentil 24 nacional (abaixo da mediana de 138.513 tCO₂e), refletindo perfil de baixas emissões relativas. Entretanto, as emissões de energia cresceram fortemente, atingindo 29.252 tCO₂e em 2024 (+226,9% desde 2010), superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e situando o município no percentil 59. A capacidade eólica instalada de 108 MW (2024) ajuda a diversificar a matriz local, mas ainda está abaixo da mediana nacional (135 MW).
No eixo hídrico, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 2,000, inferior à mediana nacional (4,000) e à média estadual (3,281), posicionando Urandi no percentil 14 — um alerta relevante para o planejamento de longo prazo, especialmente considerando os registros de seca observada (8 registros em 2016, percentil 83, indicando maior exposição a estiagens) frente a ausência de registros de cheia. Em síntese, o município avançou consistentemente em cobertura de água e coleta de esgoto, mas enfrenta desafios estruturais em tratamento de esgoto, destinação de resíduos e segurança hídrica futura
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
97.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
22.7%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
70.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
57.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
40.2%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
151 MW
Potência eólica
ANEEL (SIGA)
151 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
56.447 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.828 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
29.252 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
8
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
