Águas FormosasMG
18.841 habitantes · IBGE 3100906
Resumo socioambiental
Águas Formosas apresenta seu principal gargalo socioambiental no saneamento básico, especialmente no esgotamento sanitário. A coleta de esgoto caiu para apenas 3,5% em 2021, muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e da média mineira (85,0%), posicionando o município no percentil 3 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Mais grave ainda, o tratamento de esgoto é 0,0% desde pelo menos 2014, enquanto a mediana nacional em 2022 já alcança 37,7%. Esse déficit estrutural também se reflete no indicador censitário de destinação inadequada de domicílios, que soma 21,4% em 2022 — acima da mediana nacional (14,9%) e muito superior à média de Minas Gerais (7,4%), embora tenha melhorado 10,4 pontos percentuais desde 2010.
O abastecimento de água está em situação mais equilibrada: a cobertura atingiu 79,7% em 2022, próxima da mediana nacional (76,5%) e no percentil 55, embora ainda distante do patamar mineiro (84,3%). As perdas de água, de 16,5%, seguem abaixo da mediana nacional (29,9%) e do índice do estado (35,0%), indicando gestão de rede relativamente eficiente apesar da oscilação histórica (chegou a 26,8% em 2019). A coleta de resíduos domiciliares, com 77,8% dos domicílios atendidos, também está alinhada à mediana nacional (76,9%), mas abaixo do padrão estadual (86,1%).
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram expressivamente, de 267 mil tCO₂e em 2022 para 154.520 tCO₂e em 2024 (-62,6% no período), posicionando o município próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 53). Chama atenção, porém, que as emissões de resíduos permanecem praticamente estáveis (9.328 tCO₂e em 2024, variação de apenas -1,4%) e acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 66) — coerente com a ausência de tratamento de esgoto e a fragilidade da destinação de resíduos, que geram metano e outros gases de efeito estufa. As emissões de energia, por sua vez, cresceram 42,5% desde 2010, atingindo 18.548 tCO₂e, valor equivalente à mediana nacional.
Em relação a eventos hidrológicos, o município registrou apenas 1 ocorrência de seca em 2016 e nenhum registro de cheia, com índice de segurança hídrica projetado de 4,000 para 2035, equivalente à mediana nacional e superior à média estadual (3,694). Esse cenário hídrico relativamente favorável contrasta com a fragilidade do saneamento: a ausência de tratamento de esgoto, mesmo com adequada segurança hídrica projetada, representa risco à qualidade dos corpos d'água locais e exige priorização em investimentos públicos, sobretudo diante da estagnação das emissões de resíduos e da persistente destinação inadequada em mais de um quinto dos domicílios.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
77.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
3.7%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
18.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
77.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
21.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
154.520 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.328 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
18.548 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
