AndradasMG
42.282 habitantes · IBGE 3102605
Resumo socioambiental
Andradas apresenta um quadro socioambiental misto, com destaque positivo no manejo de resíduos sólidos e fragilidades no saneamento de água e esgoto. A cobertura de água atingiu 75,1% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 48 — e ainda distante do patamar histórico de 85,8% registrado em 2008, configurando queda acumulada de -12,4%. Já a coleta de esgoto, embora also em trajetória de queda (-5,0% desde 2009, quando chegava a 100%), permanece em 95,0% em 2021, superior à mediana nacional (87,8%) e à média estadual (85,0%), colocando o município em posição relativamente confortável (percentil 59) neste quesito específico.
O gargalo mais crítico é o tratamento de esgoto: apesar do salto para 12,8% em 2022 (ante 3,5% em 2021), o índice ainda está muito aquém da mediana nacional (37,7%) e da UF (44,5%), no percentil 36. Essa lacuna entre alta coleta e baixo tratamento — o município possui apenas 1 ETE, mesmo número da mediana nacional, mas muito distante das 399 unidades da UF — sugere que grande parte do esgoto coletado é lançada sem tratamento adequado, o que ajuda a explicar o crescimento de +50,6% nas emissões de resíduos (de 11.766 para 17.714 tCO₂e entre 2010 e 2024), acima do percentil 82 nacional. A perda de água na distribuição, em 36,0% (2022), também supera a mediana nacional (29,9%) e a média da UF (35,0%), indicando ineficiência operacional que pressiona tanto a gestão hídrica quanto os custos de operação.
Do lado positivo, os indicadores de resíduos domiciliares mostram evolução favorável: o destino inadequado caiu de 7,3% (2010) para 3,6% (2022), variação de -51,0%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (7,4%), no percentil 19 — um dos melhores desempenhos do dossiê. A segurança hídrica também é favorável, com índice de 4,000 (2035), igual à mediana nacional e superior à média estadual (3,694), no percentil 88, sem registros de cheias ou secas em 2016.
Em termos de emissões totais de GEE, o município reduziu de 279.501 tCO₂e (2015) para 142.709 tCO₂e (2024), queda de -23,1%, ficando próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 51). Contudo, as emissões de energia cresceram +31,7% no período recente (de 51.790 para 68.041 tCO₂e entre 2022 e 2024), no percentil 75 nacional, contrabalançando os ganhos em outras frentes. O conjunto de dados aponta para a necessidade prioritária de ampliar a capacidade de tratamento de esgoto e reduzir perdas na distribuição de água, para consolidar os avanços já obtidos na gestão de resíduos sólidos e na segurança hídrica.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
75.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
73.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
15.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
35.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
87.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.6%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
142.709 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
17.714 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
68.041 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
