AndrelândiaMG

12.169 habitantes · IBGE 3102803

IA

Resumo socioambiental

Andrelândia apresenta um quadro socioambiental misto, com destaque positivo em coleta de esgoto e fragilidade grave em seu tratamento. A coleta atingiu 100,0% em 2021, acima da mediana nacional (87,8%) e da média mineira (85,0%), colocando o município no percentil 100. Contudo, essa coleta não é acompanhada de tratamento: o índice de tratamento de esgoto é 0,0% desde pelo menos 2016 até 2022, enquanto a mediana nacional é 37,7% e a mineira 44,5% (percentil 25). Isso significa que todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, um passivo ambiental relevante que contrasta com o bom desempenho na coleta.

O abastecimento de água também merece atenção: a cobertura caiu de 100,0% em 2009 para 76,3% em 2022, uma retração de -23,7% no período, ficando praticamente empatada com a mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média mineira (84,3%). As perdas de água, embora tenham subido 15,9% desde 2008, situam-se em 24,1% em 2022, ainda inferiores à mediana nacional (29,9%) e à mineira (35,0%), indicando uma gestão de perdas relativamente eficiente apesar da queda na cobertura. Já o destino inadequado de resíduos domiciliares, em 14,4% (2022), está próximo da mediana nacional (14,9%), mas quase o dobro do índice mineiro (7,4%), sinalizando espaço para melhoria na gestão de resíduos sólidos — o que dialoga com o aumento de 12,1% nas emissões de resíduos, que chegaram a 7.871 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

O ponto mais crítico do dossiê é a trajetória de emissões totais de GEE, que saltaram de 218.403 tCO₂e em 2022 para 381.906 tCO₂e em 2024, um salto expressivo mesmo considerando a alta variação histórica da série. Esse valor está muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 75. As emissões de energia, por sua vez, cresceram 19,0% no período, atingindo 18.349 tCO₂e em 2024, valor próximo à mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Por fim, o índice de segurança hídrica de 5,000 (2035) supera tanto a mediana nacional (4,000) quanto a mineira (3,694), sugerindo perspectiva favorável nesse quesito, mesmo sem registros de cheias ou secas reportados em 2016. Em síntese, Andrelândia combina infraestrutura de coleta de esgoto acima da média com ausência total de tratamento, perda progressiva na cobertura de água e um crescimento expressivo nas emissões de GEE — fatores que devem orientar prioridades de investimento em saneamento e mitigação climática.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

73.7%

2024

51
8.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

82.2%

2024

72
6.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

18.7%

2024

79
7.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

82.6%

2022

61
1.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

14.4%

2022

51
23.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

381.906 tCO₂e

2024

25
110.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.871 tCO₂e

2024

41
12.1% no período

Emissões de energia

SEEG

18.349 tCO₂e

2024

51
19.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.