ArcosMG
43.348 habitantes · IBGE 3104205
Resumo socioambiental
Arcos/MG apresenta saneamento consolidado em coleta e tratamento de esgoto, ambos em 100,0% (2021), muito acima das medianas nacionais de 87,8% e 37,7%, respectivamente — posicionando o município no percentil 100 em coleta. Em contrapartida, a cobertura de água vem em trajetória de queda, caindo de 100,0% (2008) para 89,2% (2022), variação de -10,8%, embora ainda supere a mediana nacional (76,5%) e a média mineira (84,3%). O ponto de maior atenção é a perda de água na distribuição, que saltou de 29,3% (2008) para 42,2% (2022), alta de +44,1% no período, superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a UF (35,0%) — indicando ineficiência operacional crescente na rede, mesmo com apenas 1 ETE registrada (2020), igual à mediana nacional mas muito distante das 399 unidades do estado.
No manejo de resíduos sólidos, o município tem bom desempenho social: 96,0% dos domicílios com coleta (2022) e apenas 1,8% com destinação inadequada, ante mediana nacional de 14,9% — um dos melhores indicadores do dossiê (percentil 10, favorável). Contudo, as unidades de destinação caíram de 3 (2012) para 1 unidade (2025), e as emissões de resíduos cresceram continuamente, atingindo 28.924 tCO₂e (2024, +44,7% desde 2010), quase cinco vezes a mediana nacional (5.787 tCO₂e). Esse contraste — boa cobertura de coleta com emissões crescentes — sugere que o volume de resíduos gerados e sua destinação final concentram o impacto ambiental, mesmo com baixa incidência de descarte inadequado nos domicílios.
O indicador mais crítico é o de emissões totais de GEE, que saltaram de 264 mil tCO₂e (2010) para 2,53 milhões de tCO₂e (2024), alta de +857,6%, colocando Arcos no percentil 96 nacional. O setor de energia é o principal responsável, com crescimento de +1.257,8% no período (para 1,42 milhão de tCO₂e em 2024, percentil 99), apesar da potência térmica fóssil instalada ser modesta (2 MW, abaixo da mediana nacional de 5 MW) — o que sugere que as emissões energéticas podem estar associadas a outras fontes ou atividades industriais/agropecuárias do setor, não à geração termelétrica local.
Por fim, a segurança hídrica do município é positiva, com índice de 4.000 (2035), igual à mediana nacional e superior à média de Minas Gerais (3.694, percentil 88), sem registros de cheias ou secas na série disponível (2016). Assim, Arcos combina um saneamento básico avançado e baixa vulnerabilidade hídrica com um desafio ambiental concentrado no crescimento acelerado das emissões de GEE — sobretudo de energia — e na deterioração da eficiência da rede de abastecimento de água, que merecem prioridade em investimentos futuros.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
87.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
92.8%
2023
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
32.7%
2023
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
35.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.8%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
2 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
2.531.322 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
28.924 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.423.215 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
