CantagaloMG

4.039 habitantes · IBGE 3112059

IA

Resumo socioambiental

Cantagalo/MG apresenta quadro socioambiental preocupante no saneamento básico, com indicadores consistentemente abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu apenas 58,6% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 28 — ou seja, pior que 72% dos municípios brasileiros. Mais grave ainda é a ausência completa de tratamento de esgoto (0,0% em 2019), enquanto a mediana nacional chega a 37,7% e a UF a 44,5%. Chama atenção que a coleta de esgoto tenha saltado para 89,8% em 2019 (alta de 91,4% desde 2009), superando as referências nacional e estadual — porém esse esgoto coletado não recebe qualquer tratamento, o que sugere lançamento direto em corpos hídricos e risco ambiental e sanitário relevante.

O manejo de resíduos sólidos também é crítico: 32,7% dos domicílios têm destinação inadequada (2022), mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e mais de quatro vezes o valor de Minas Gerais (7,4%), colocando o município no percentil 78 nesse quesito negativo. Apesar da melhora histórica (queda de 32,6% desde 2010), a cobertura de coleta domiciliar de resíduos é de apenas 48,7%, também muito aquém da mediana nacional (76,9%) e estadual (86,1%). Esse cenário de destinação inadequada de resíduos é coerente com o aumento de 43,5% nas emissões de GEE do setor de resíduos entre 2010 e 2024, atingindo 5.267 tCO₂e, valor próximo à mediana nacional (5.787 tCO₂e).

Em relação às emissões totais de GEE, Cantagalo registrou 62.861 tCO₂e em 2024, com alta expressiva de 62,2% frente a 2010, embora ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando-se no percentil 27. O crescimento recente é puxado tanto por resíduos quanto pela componente de energia, que praticamente triplicou desde 2021, chegando a 3.993 tCO₂e em 2024. Já os indicadores hídricos ligados à ANA (cheias, secas e segurança hídrica) mostram dados limitados ou desatualizados — o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0) e da média estadual (3,694), indicando vulnerabilidade futura que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de água e esgoto.

Em síntese, o município combina baixa cobertura de água, ausência total de tratamento de esgoto e destinação inadequada de resíduos em patamar muito superior às referências nacionais, configurando um quadro de infraestrutura sanitária deficitária que pressiona tanto a saúde pública quanto as emissões de GEE locais. A recuperação recente na cobertura de água e na redução de perdas (de 61,5% em 2008 para 24,7% em 2022, já abaixo da mediana nacional) indica algum avanço na gestão hídrica, mas os investimentos precisam necessariamente contemplar o tratamento de esgoto e o manejo de resíduos para reverter a trajetória de aumento das emiss

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

63.9%

2024

37
14.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

89.8%

2019

91.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2019

Perda de água

SNIS/SINISA

21.9%

2024

70
45.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

48.7%

2022

14
5.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

32.7%

2022

22
32.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

62.861 tCO₂e

2024

73
62.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.267 tCO₂e

2024

56
43.5% no período

Emissões de energia

SEEG

3.993 tCO₂e

2024

83
11.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.