CarandaíMG

24.368 habitantes · IBGE 3113206

IA

Resumo socioambiental

Carandaí/MG apresenta, em 2022, cobertura de água de 78,0%, praticamente no nível da mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 52. A série histórica mostra recuo relevante desde 2009 (87,9%), com queda acumulada de 8,8%, indicando estagnação ou perda de capacidade de expansão da rede ao longo da última década. Já a coleta de esgoto é universal, com 100,0% em 2021, muito acima da mediana nacional (87,8%) e da UF (85,0%), colocando o município no percentil 100 nesse quesito.

Essa cobertura completa de coleta, no entanto, contrasta de forma crítica com a ausência total de tratamento de esgoto: 0,0% em 2022, contra mediana nacional de 37,7% e UF de 44,5% (percentil 25). Ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que representa o principal passivo ambiental do saneamento local. Esse quadro é agravado pela perda de água na distribuição, que atingiu 26,0% em 2022 — embora abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), houve alta acumulada de 18,4% desde 2008, com pico de 32,5% em 2021, sinalizando ineficiência operacional crescente na rede.

No eixo de resíduos sólidos, o município evoluiu positivamente: o destino inadequado de domicílios caiu de 10,6% (2010) para 5,4% (2022), queda de 49,0%, ficando bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (7,4%). Contudo, essa melhora na gestão domiciliar não se reflete nas emissões: as emissões de resíduos cresceram 52,8% desde 2010, alcançando 11.654 tCO₂e em 2024, quase o dobro da mediana nacional (5.787 tCO₂e), no percentil 72 — resultado coerente com a existência de apenas 1 unidade de destinação (2024), igual à mediana nacional, mas irrisória frente às 135 unidades da UF.

Quanto às emissões totais de GEE, o município registrou 204.972 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 61), com trajetória de forte volatilidade histórica — picos entre 2013 e 2015 superiores a 8 milhões de tCO₂e, provavelmente ligados a mudanças de uso do solo, seguidos de estabilização recente. As emissões de energia também cresceram 129,8% desde 2010, atingindo 86.610 tCO₂e (percentil 79), enquanto a capacidade de geração hidráulica permanece estagnada em 1 MW desde 2010, muito aquém da mediana nacional (6 MW). Do ponto de vista hídrico, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,0, igual à mediana nacional e superior à média da UF (3,694, percentil 88), sugerindo posição relativamente favorável nesse indicador de longo prazo, apesar dos desafios operacionais já identificados no sistema de abastecimento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

89.8%

2024

77
15.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

85.8%

2024

77
14.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

23.3%

2024

66
3.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

88.8%

2022

75
0.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.4%

2022

74
49.0% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

1 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

1 MW

2024

21
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

204.972 tCO₂e

2024

39
91.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

11.654 tCO₂e

2024

30
52.8% no período

Emissões de energia

SEEG

86.610 tCO₂e

2024

21
129.8% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.