Dom ViçosoMG

3.176 habitantes · IBGE 3122801

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Resumo socioambiental

Dom Viçoso apresenta infraestrutura de saneamento consolidada e acima dos padrões nacionais, com 99,8% de cobertura de água em 2022 (percentil 89, contra mediana nacional de 76,5%) e 99,3% de coleta de esgoto em 2021 (percentil 68, mediana nacional de 87,8%). A perda de água na distribuição é praticamente nula (0,0% em 2022, percentil 1 — quanto menor, melhor a posição relativa), um resultado excepcional frente à mediana nacional de 29,9% e à média mineira de 35,0%. Esses números indicam gestão eficiente da rede física de abastecimento e coleta.

Entretanto, há uma lacuna crítica no tratamento de esgoto: a taxa é 0,0% em toda a série histórica (2009–2022), enquanto a mediana nacional é 37,7% e a mineira 44,5% (percentil 25). Ou seja, o município coleta quase todo o esgoto gerado, mas não trata nada, despejando o efluente bruto no ambiente — um contraste relevante entre boa cobertura de coleta e ausência total de tratamento, que merece atenção prioritária dos gestores locais.

No eixo de resíduos sólidos, o quadro é intermediário: 77,0% dos domicílios têm coleta em 2022 (variação +4,3% desde 2010), próximo da mediana nacional (76,9%), mas abaixo da média de Minas Gerais (86,1%). O destino inadequado de resíduos caiu de 26,2% (2010) para 10,0% (2022), redução expressiva de -61,9%, ainda que superior ao índice mineiro (7,4%). Esse padrão de resíduos mal geridos é coerente com o aumento das emissões de resíduos, que subiram +18,0% entre 2010 e 2024 (de 1.672 para 1.972 tCO₂e), na direção oposta à queda geral das emissões totais do município.

As emissões totais de GEE caíram acentuadamente, de 33.930 tCO₂e (2010) para 14.932 tCO₂e (2024), recuo de -56,0% e nível bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 6). Já as emissões de energia cresceram +51,2% no período (703 para 1.063 tCO₂e), refletindo maior consumo energético, mas ainda marginal frente ao padrão nacional. Não há registros de eventos de cheia ou seca em 2016, e a segurança hídrica projetada para 2035 (índice 4,000) supera a média de Minas Gerais (3,694), posicionando o município favoravelmente quanto à resiliência hídrica futura.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

97.4%

2024

90
46.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

76.3%

2024

65
23.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

6.4%

2024

97
47.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.0%

2022

50
4.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.0%

2022

61
61.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

14.932 tCO₂e

2024

94
56.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.972 tCO₂e

2024

88
18.0% no período

Emissões de energia

SEEG

1.063 tCO₂e

2024

97
51.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.