Elói MendesMG

27.343 habitantes · IBGE 3123601

IA

Resumo socioambiental

Elói Mendes/MG apresenta um quadro socioambiental misto, com bons indicadores de acesso a serviços de saneamento, mas fragilidades importantes na qualidade da infraestrutura hídrica e no tratamento de esgoto. A cobertura de água caiu para 77,4% em 2022, uma retração de 4,8% frente aos anos anteriores, ficando próxima da mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média mineira (84,3%). Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que saltou para 29,4% em 2022 — alta de 53,3% em relação ao início da série —, indicando deterioração operacional do sistema, embora o valor ainda esteja no percentil 48 nacional, próximo da mediana do país (29,9%).

Na coleta de esgoto, o município mantém desempenho elevado, com 97,4% de cobertura em 2021, bem acima da mediana nacional (87,8%) e da média de Minas Gerais (85,0%). Contudo, esse resultado positivo é anulado pela ausência total de tratamento de esgoto, com 0,0% registrado ao longo de toda a série histórica (2008–2022), enquanto o Brasil trata em mediana 37,7% e o estado 44,5%. Essa lacuna indica que praticamente todo o esgoto coletado é despejado sem tratamento, o que pode explicar, ao menos em parte, o crescimento das emissões de resíduos, que subiram para 12.810 tCO₂e em 2024 (+46,1% desde 2010), posicionando o município no percentil 74 nacional — acima da mediana do país (5.787 tCO₂e).

Em resíduos sólidos domiciliares, o cenário é mais favorável: o destino inadequado caiu para 5,8% dos domicílios em 2022 (queda de 60,7% desde 2010), ficando abaixo da mediana nacional (14,9%), ainda que levemente acima da média mineira (7,4%). As emissões totais de GEE do município somaram 173.795 tCO₂e em 2024, com recuo de 11% frente a 2010, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), puxadas também pelo aumento das emissões de energia (39.418 tCO₂e, +11,1% na década).

Do ponto de vista hídrico-climático, não há registros de cheias ou secas na série disponível (2016), e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média estadual (3,694), sugerindo perspectiva relativamente estável para o abastecimento futuro. Ainda assim, a combinação de perdas crescentes na rede de água, estagnação do tratamento de esgoto e aumento das emissões de resíduos aponta para a necessidade prioritária de investimentos em infraestrutura sanitária, sob risco de comprometer os ganhos já obtidos em cobertura e destinação adequada de resíduos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

85.2%

2024

69
5.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

85.2%

2024

76
14.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

9.4%

2024

33

Perda de água

SNIS/SINISA

33.3%

2024

41
173.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

85.0%

2022

66
0.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.8%

2022

73
60.7% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

2

2019

100.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

173.795 tCO₂e

2024

44
11.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.810 tCO₂e

2024

27
46.1% no período

Emissões de energia

SEEG

39.418 tCO₂e

2024

35
11.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.