Espírito Santo do DouradoMG

7.007 habitantes · IBGE 3124401

IA

Resumo socioambiental

Espírito Santo do Dourado apresenta desempenho sólido em abastecimento de água e coleta de esgoto, mas mantém uma lacuna crítica no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 99,6% em 2021, muito acima da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), com salto expressivo desde 2008 (41,6%). A coleta de esgoto também é alta, em 99,6% (2021), superior à mediana nacional (87,8%) e à mineira (85,0%). Contudo, o tratamento de esgoto é 0,0% desde pelo menos 2012, contrastando fortemente com a mediana nacional (37,7%) e mineira (44,5%) de 2022 — ou seja, o esgoto é coletado, mas todo lançado sem tratamento, o que representa o principal passivo ambiental do saneamento local. As perdas de água, por outro lado, são baixas: 0,7% em 2021, ante mediana nacional de 29,9%, indicando boa eficiência operacional do sistema.

Há uma contradição relevante entre os dados de saneamento do SNIS e os do Censo IBGE: enquanto o SNIS aponta cobertura quase universal de coleta de esgoto, o Censo 2022 mostra que apenas 58,5% dos domicílios têm coleta (queda de 11,8% frente a 2010), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do percentil 24 em relação ao Brasil. O destino inadequado de resíduos domiciliares, embora tenha caído de 33,7% (2010) para 10,1% (2022), ainda supera o índice mineiro (7,4%), sinalizando que parte da população segue sem atendimento adequado — um ponto de atenção para gestores, já que essa lacuna pode estar associada ao crescimento das emissões de resíduos.

No campo climático, as emissões totais de GEE caíram de forma expressiva, de 117.474 tCO₂e (2010) para 58.499 tCO₂e (2024), uma redução de 50,2%, situando o município no percentil 25 nacional (abaixo da mediana de 138.513 tCO₂e). Entretanto, essa queda não é uniforme entre os setores: as emissões de resíduos cresceram 53,8% no período, alcançando 3.394 tCO₂e (2024), consistente com a insuficiência de tratamento de esgoto e coleta domiciliar incompleta identificada acima. As emissões de energia dispararam 243,7%, chegando a 18.892 tCO₂e (2024), praticamente na mediana nacional (18.929 tCO₂e), refletindo maior consumo energético associado ao desenvolvimento local.

Em recursos hídricos, o município não registrou eventos de cheia ou seca em 2016, e sua segurança hídrica projetada para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média mineira (3,694), posicionando-o no percentil 88 — um indicativo positivo para a resiliência hídrica futura. Para os gestores, a prioridade estratégica deve ser a implantação de tratamento de esgoto, dado o descompasso entre alta coleta e nulo tratamento, além de ampliar a cobertura domiciliar de coleta de resíduos para conter o avanço das emissões desse setor.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
119.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

48.8%

2024

40
51.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

85.6%

2024

89

Perda de água

SNIS/SINISA

5.0%

2024

98
84.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

58.5%

2022

24
11.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.1%

2022

61
70.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

58.499 tCO₂e

2024

75
50.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.394 tCO₂e

2024

71
53.8% no período

Emissões de energia

SEEG

18.892 tCO₂e

2024

50
243.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.