MalacachetaMG

17.751 habitantes · IBGE 3139201

IA

Resumo socioambiental

Malacacheta/MG apresenta saneamento com desempenho misto: a coleta de esgoto atingiu 90,6% em 2021, acima da mediana nacional (87,8%) e da UF (85,0%), colocando o município no percentil 53. O tratamento de esgoto, por sua vez, chegou a 72,7% em 2022, valor expressivamente superior à mediana nacional (37,7%) e à média mineira (44,5%), posicionando o município no percentil 71 — um resultado positivo, ainda que o histórico mostre grande instabilidade, com quedas acentuadas em 2009 e 2019 antes da recuperação recente. Já a cobertura de água, com 67,2% em 2022, está abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da UF (84,3%), no percentil 39, indicando fragilidade no acesso à água tratada apesar da melhora de +8,7% frente à série histórica.

As perdas de água, em 29,5% (2022), estão praticamente no patamar da mediana nacional (29,9%) e abaixo da UF (35,0%), mas romperam uma trajetória de queda consistente observada entre 2008 e 2016, voltando a subir nos últimos anos — um sinal de atenção para a gestão operacional dos sistemas. No recorte domiciliar do Censo, a cobertura de coleta de resíduos caiu para 55,3% em 2022 (percentil 20, muito abaixo da mediana nacional de 76,9%), e o destino inadequado de resíduos, embora tenha recuado de 43,2% para 30,1% entre 2010 e 2022, ainda é mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (7,4%), situando o município no percentil 74 — um dos indicadores mais críticos do dossiê.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE saltaram de 388.186 tCO₂e (2022) para 709.075 tCO₂e em 2024, alta de +273,5% desde 2010, colocando Malacacheta no percentil 86 nacional, bem acima da mediana (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, em 6.735 tCO₂e (2024), superam a mediana nacional (5.787 tCO₂e) e crescem de forma coerente com a baixa cobertura de coleta e o alto índice de destinação inadequada, reforçando a necessidade de investimento em gestão de resíduos sólidos como medida conjunta de mitigação climática e saúde pública. As emissões de energia (19.452 tCO₂e) estão próximas da mediana nacional (18.929 tCO₂e), percentil 51.

Em relação a eventos hidrológicos, o município registrou 5 ocorrências de cheia e 5 de seca em 2016, ambos muito acima da mediana nacional (0 em cada caso), situando-o nos percentis 98 e 76, respectivamente — evidência de vulnerabilidade hídrica a extremos. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e da UF (3,694), no percentil 50, sugerindo que, sem intervenções adicionais em infraestrutura de água e resiliência climática, o município tende a permanecer em posição intermediária a desfavorável frente ao cenário nacional.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

66.9%

2024

41
6.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

60.6%

2024

50
30.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

71.6%

2024

78
31.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

23.3%

2024

66
41.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

55.3%

2022

20
2.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

30.1%

2022

26
30.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

709.075 tCO₂e

2024

14
273.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.735 tCO₂e

2024

47
11.2% no período

Emissões de energia

SEEG

19.452 tCO₂e

2024

49
79.9% no período

Registros de cheia

ANA

5

2016

2
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.