Mário CamposMG

16.546 habitantes · IBGE 3140159

IA

Resumo socioambiental

Mário Campos apresenta um quadro socioambiental misto, com bons indicadores de acesso domiciliar a serviços de limpeza urbana, mas fragilidades estruturais no saneamento básico e nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 89,0% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e do percentil 69, porém em trajetória de queda constante desde 2008 (-11,0% no período), quando o município tinha cobertura universal. Essa deterioração é acompanhada por perda de água elevada e crescente, chegando a 37,4% em 2022 (variação de +99,7% desde 2008), patamar acima da mediana nacional (29,9%) e da própria média mineira (35,0%) — um sinal de ineficiência operacional que compromete a sustentabilidade do sistema hídrico local.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. A coleta de esgoto está em 65,9% (2020), abaixo da mediana nacional (87,8%) e da UF (85,0%), e o tratamento de esgoto caiu para 0,0% em 2020, revertendo os 100% alcançados em 2018-2019 — uma regressão grave, já que o município conta com apenas 1 ETE, no mesmo patamar da mediana nacional, mas muito aquém da capacidade instalada em Minas Gerais (399 unidades). Essa combinação de coleta parcial e tratamento nulo indica descarte de esgoto sem tratamento no ambiente, o que pode estar associado ao aumento das emissões de resíduos, que somaram 7.682 tCO₂e em 2024 (percentil 60, acima da mediana nacional de 5.787 tCO₂e), com crescimento constante ao longo de toda a série histórica.

As emissões totais de GEE saltaram para 65.735 tCO₂e em 2024, alta de 65,2% em apenas um ano, impulsionadas principalmente pelo setor de energia, que quase dobrou frente a 2022 (12.604 para 28.334 tCO₂e, alta de 50,9% no acumulado desde 2010). Ainda assim, o município permanece abaixo da mediana nacional em emissões totais (138.513 tCO₂e, percentil 28), sugerindo que o problema é a tendência de aceleração recente, não o volume absoluto.

Em contrapartida, os indicadores de gestão de resíduos domiciliares são excelentes: 98,5% dos domicílios têm coleta de lixo (percentil 99 nacional) e apenas 0,8% têm destino inadequado (percentil 5, o melhor extremo da distribuição), com melhora significativa desde 2010. A segurança hídrica projetada para 2035 (índice 4,0) iguala a mediana nacional e supera a média de Minas Gerais (3,694, percentil 88), indicando resiliência estrutural para o abastecimento futuro, desde que as perdas de água e a estagnação do tratamento de esgoto sejam enfrentadas com investimento prioritário.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

93.8%

2024

84
0.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

65.9%

2020

59.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2020

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

30.4%

2024

47
78.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

98.5%

2022

99
2.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.8%

2022

95
78.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

65.735 tCO₂e

2024

72
65.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.682 tCO₂e

2024

42
40.1% no período

Emissões de energia

SEEG

28.334 tCO₂e

2024

42
50.9% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.