Maripá de MinasMG
3.532 habitantes · IBGE 3140209
Resumo socioambiental
Maripá de Minas apresenta situação socioambiental mista, com destaque negativo para o saneamento básico e sinais de deterioração recente na infraestrutura de água. A cobertura de água caiu para 68,6% em 2022, uma queda expressiva de -18,2% frente aos anos anteriores e abaixo tanto da mediana nacional (76,5%) quanto da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 40. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que saltou para 33,7% em 2022 (+52,6% desde 2008), superando a mediana nacional (29,9%) e aproximando-se do patamar estadual (35,0%). Esse aumento simultâneo de perdas e queda de cobertura sugere problemas de gestão ou deterioração da rede que merecem atenção prioritária dos gestores locais.
O esgotamento sanitário revela um contraste importante: a coleta atinge 86,1% (2021), próxima da mediana nacional (87,8%) e acima da média mineira (85,0%), mas o tratamento de esgoto é 0,0% em toda a série histórica (2009-2021), enquanto a mediana nacional é de 37,7% e a mineira de 44,5%. Isso significa que praticamente todo o esgoto coletado é despejado sem tratamento, o que ajuda a explicar por que as emissões de resíduos cresceram +43,9% entre 2010 e 2024, atingindo 2.351 tCO₂e — ainda assim, valor bem abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), colocando o município no percentil 21.
Do lado dos indicadores de resíduos sólidos domiciliares, o quadro é positivo: a cobertura de coleta chegou a 93,7% em 2022 (percentil 87), e o destino inadequado de resíduos caiu para apenas 3,0%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da mineira (7,4%), configurando um dos melhores indicadores do dossiê.
Em emissões totais de GEE, o município soma 29.170 tCO₂e em 2024 (+24,8% desde 2010), patamar baixo comparado à mediana nacional (138.513 tCO₂e), com destaque para a redução nas emissões de energia (-28,1%), que compensou parcialmente o crescimento das emissões de resíduos. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, e a segurança hídrica projetada para 2035 (índice 4,0) iguala a mediana nacional e supera a mineira (3,694), no percentil 88 — um indicativo positivo de resiliência hídrica de longo prazo que, no entanto, contrasta com os desafios operacionais já observados na cobertura e nas perdas de água.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
66.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
86.1%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2021
Perda de água
SNIS/SINISA
20.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
29.170 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.351 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
6.912 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
