MonjolosMG

2.196 habitantes · IBGE 3142502

IA

Resumo socioambiental

Monjolos/MG apresenta quadro socioambiental frágil, com indicadores de saneamento consistentemente abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 58,0% em 2022, muito aquém da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 28. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que chegou a 44,3% em 2022 — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e acima do patamar estadual (35,0%), colocando o município no percentil 78 (pior faixa). Essa combinação de baixa cobertura com alto desperdício sugere ineficiência operacional significativa no sistema de abastecimento, que merece investimento prioritário em infraestrutura e redução de perdas.

O cenário de esgotamento sanitário é igualmente crítico. Apenas 43,6% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), com queda de 11,4% desde 2010, situando o município no percentil 10 nacional — entre os piores do país. Consequentemente, o destino inadequado de dejetos atinge 34,5% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima do índice estadual (7,4%). Essa deficiência sanitária tende a se refletir em emissões de resíduos, que embora tenham caído 36,8% desde 2010 (de 1.653 para 1.044 tCO₂e em 2024), ainda indicam que o tratamento inadequado de dejetos permanece como fonte relevante de impacto ambiental local, mesmo estando abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

Quanto às emissões totais de GEE, Monjolos registrou 107.111 tCO₂e em 2024, com alta de 12,3% em relação a 2023 e reversão de uma tendência de queda observada entre 2016 e 2023. O valor está abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas a oscilação recente indica necessidade de monitoramento das fontes emissoras, especialmente energia, que cresceu de forma constante desde 2013 até atingir 3.094 tCO₂e em 2024.

Em segurança hídrica, o índice projetado para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0) e da média estadual (3,694), no percentil 50. Combinado com a seca observada em 2016 (registro de 1, acima da mediana nacional de zero), esse indicador reforça a vulnerabilidade hídrica do município, que já enfrenta desafios estruturais de abastecimento e perdas na rede — evidenciando a urgência de políticas integradas entre gestão de recursos hídricos e modernização da infraestrutura de saneamento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

59.1%

2024

31
48.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

44.0%

2024

23
111.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

43.6%

2022

10
11.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

34.5%

2022

20
32.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

15 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

15 MW

2024

59
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

107.111 tCO₂e

2024

57
12.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.044 tCO₂e

2024

98
36.8% no período

Emissões de energia

SEEG

3.094 tCO₂e

2024

88

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.