RedutoMG

8.170 habitantes · IBGE 3154150

IA

Resumo socioambiental

Reduto/MG apresenta saneamento com avanços expressivos, mas ainda com uma lacuna crítica no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 95,6% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da UF (84,3%), posicionando o município no percentil 79. A coleta de esgoto também é elevada, com 99,3% em 2021, superando a mediana nacional (87,8%) e mineira (85,0%). Contudo, o tratamento de esgoto é 0,0% em toda a série histórica (2010–2022), enquanto a mediana nacional é 37,7% e a da UF, 44,5% — ou seja, o esgoto é coletado, mas despejado sem tratamento, o que representa o principal passivo ambiental do município.

A perda de água na distribuição, de 40,0% em 2022, é superior à mediana nacional (29,9%) e à mineira (35,0%), indicando ineficiência operacional que contrasta com a boa cobertura alcançada — ou seja, o sistema atende bem a população, mas desperdiça parcela relevante do que capta. Já a gestão de resíduos sólidos domiciliares mostra melhora consistente: o destino inadequado caiu de 33,5% (2010) para 12,3% (2022), redução de 63,3%, embora ainda acima do percentil mineiro (7,4%). A coleta domiciliar de resíduos, em 77,1%, está praticamente na mediana nacional (76,9%), mas distante da UF (86,1%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram de 45.333 tCO₂e (2010) para 16.328 tCO₂e (2024), queda de 64%, situando o município no percentil 7 nacional — ou seja, entre os menores emissores do país. Entretanto, as emissões de resíduos seguem em trajetória oposta, subindo 24,7% no período (2.628 para 3.277 tCO₂e), refletendo o efeito do saneamento incompleto e do aumento da geração de lixo sobre o balanço de gases. As emissões de energia permanecem estáveis, com leve alta de 8% (8.102 tCO₂e em 2024).

Do ponto de vista hídrico, a segurança hídrica do município é baixa, com índice 2,0 projetado para 2035, abaixo da mediana nacional (4,0) e da UF (3,694), colocando Reduto no percentil 14 — um sinal de vulnerabilidade futura que deve orientar prioridades de investimento. Combinado às perdas elevadas de água e à ausência total de tratamento de esgoto, esse cenário reforça a necessidade de direcionar recursos para infraestrutura de tratamento sanitário e eficiência do sistema de abastecimento, consolidando os ganhos já obtidos em cobertura e coleta.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

62.7%

2024

36
4.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

62.7%

2024

52
28.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

35.2%

2024

37
24.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.1%

2022

50
15.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

12.3%

2022

55
63.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

1 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

1 MW

2024

22
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

16.328 tCO₂e

2024

93
64.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.277 tCO₂e

2024

72
24.7% no período

Emissões de energia

SEEG

8.102 tCO₂e

2024

69
8.0% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.