São Domingos das DoresMG
5.778 habitantes · IBGE 3160959
Resumo socioambiental
São Domingos das Dores/MG apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com desempenho fraco em abastecimento de água e resultados relativamente favoráveis em manejo de resíduos e emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água chegou a 41,6% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 13 — entre os piores do país nesse quesito. Apesar de um crescimento acumulado de +25,5% desde 2008, a série mostra estagnação e até recuo entre 2014 e 2019, sugerindo falta de investimentos contínuos em expansão da rede. A perda de água, de 30,7% em 2022, está próxima da mediana nacional (29,9%) mas configura um desperdício relevante que pressiona ainda mais a já baixa cobertura.
Em saneamento de esgoto, os dados mais recentes (2012) indicam 100% de coleta e tratamento, com apenas 1 ETE registrada em 2020 — valor igual à mediana nacional, porém muito distante do padrão estadual (399 unidades), o que reflete a baixa escala do sistema municipal. A ausência de atualizações posteriores a 2012 nos indicadores de esgoto dificulta uma avaliação mais recente, mas o dado de domicílios com coleta de resíduos sólidos (90,1% em 2022) e o baixo percentual de destino inadequado (3,4%, ante mediana nacional de 14,9% e percentil 18) reforçam um cenário de gestão de resíduos sólidos relativamente eficiente, mesmo com leve queda de -3,6% na cobertura domiciliar desde 2010.
No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram para 13.842 tCO₂e em 2024 (-24,3% desde 2010), situando o município no percentil 6 nacional — ou seja, entre os menores emissores do Brasil, resultado esperado dado o porte populacional. Contudo, chama atenção o crescimento expressivo das emissões de energia (+153,5% no período, atingindo 7.985 tCO₂e em 2024) e de resíduos (+36,7%, para 3.136 tCO₂e), ambas acima da tendência de queda das emissões totais, indicando que esses dois setores vêm ganhando peso relativo na matriz de emissões municipal e merecem atenção em políticas de mitigação futuras.
Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheias ou secas em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (4,000) iguala a mediana nacional e supera a média estadual (3,694), posicionando o município no percentil 88 — um indicativo positivo para a resiliência hídrica de longo prazo, que contrasta com o desafio atual de baixa cobertura de abastecimento. Essa combinação sugere que o principal gargalo do município não é a disponibilidade de água, mas sim o investimento em infraestrutura de captação, tratamento e distribuição.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
41.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
49.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
27.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
13.842 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.136 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
7.985 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
