ColatinaES
128.622 habitantes · IBGE 3201506
Resumo socioambiental
Colatina apresenta um saneamento básico consolidado, mas com fragilidade importante no tratamento de esgoto e sinais de deterioração recente na cobertura domiciliar. A cobertura de água atingiu 98,0% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média capixaba (83,5%), embora tenha recuado 2,0% frente ao pico de 2019-2021. A coleta de esgoto também é elevada, com 98,9% em 2021 (percentil 66 nacional), mas o tratamento efetivo do esgoto coletado é o ponto crítico: apesar do salto para 14,4% em 2022, o município ainda fica abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (44,6%), evidenciando um gargalo estrutural entre coleta e efetivo tratamento, mesmo dispondo de 4 ETEs (percentil 95 nacional). A perda de água na distribuição, em 38,0% (2022), é outro ponto de atenção, superior à mediana nacional (29,9%) e à média do ES (29,0%), indicando ineficiência operacional que compromete os ganhos de cobertura.
No eixo de resíduos sólidos, o município tem desempenho relativamente favorável: o destino inadequado de domicílios caiu para 6,3% em 2022 (ante 8,3% em 2010), ficando próximo da média estadual (6,9%) e bem abaixo da mediana nacional (14,9%). Contudo, chama atenção a existência de apenas 1 unidade de destinação registrada, e as emissões de resíduos cresceram 47,5% desde 2010, chegando a 79.197 tCO₂e em 2024 — valor muito acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), o que sugere descompasso entre a gestão declarada dos resíduos domiciliares e o impacto real em emissões, possivelmente ligado a passivos ou processos de disposição final ainda não totalmente equacionados.
O componente energético-climático é o mais preocupante do dossiê. As emissões totais de GEE somaram 954.234 tCO₂e em 2024, com alta de 49,9% desde 2010, situando o município no percentil 89 nacional. O setor de energia é o principal motor desse crescimento, com emissões praticamente dobrando (+93,9%) no período, atingindo 709.525 tCO₂e — muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Em contrapartida, a geração solar cresceu significativamente (+95,9%, para 899 kW em 2024), mas ainda é modesta frente ao potencial e à mediana nacional (960 kW), enquanto a potência hidráulica permanece estagnada em 480 kW desde 2010, sinalizando ausência de expansão na matriz limpa proporcional ao aumento das emissões.
Do ponto de vista hídrico-climático, o município registrou eventos de cheia (3) e seca (4) em 2016, ambos abaixo da média estadual mas acima da mediana nacional (zero), e seu índice de segurança hídrica projetado para 2035 (3.000) está abaixo da mediana nacional (4.000) e da média do ES (3.308), indicando necessidade de atenção preventiva. Em síntese, Colatina combina bons indicadores de acesso a água e esgoto com desafios estruturais em tratamento de esgoto, perdas hídricas e, principalmente, uma trajetória crescente de emissões energéticas
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
89.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
80.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
14.8%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
4
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
40.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
82.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
6.3%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2023
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
1 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
899 kW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
480 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
899 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
954.234 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
79.197 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
709.525 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
4
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
