Santa LeopoldinaES
13.747 habitantes · IBGE 3204500
Resumo socioambiental
Santa Leopoldina apresenta um quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 24,1% em 2022, com crescimento de 22,4% na série, mas ainda distante da mediana nacional de 76,5% e do valor do Espírito Santo (83,5%), posicionando o município no percentil 4 do país. A situação de esgotamento sanitário é ainda mais grave: a coleta formal registrada é de 0,0% desde 2008, embora o município conte com 1 ETE (2020), no patamar mediano nacional. Coerente com essa lacuna, o percentual de domicílios com coleta de resíduos é de apenas 53,8% (2022), e o destino inadequado de resíduos domiciliares atinge 33,1%, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima do valor capixaba (6,9%), colocando o município no percentil 78 (pior) do país nesse quesito — o que ajuda a explicar por que as emissões de resíduos vêm em trajetória de alta, atingindo 6.187 tCO₂e em 2024 (+37% desde 2010), acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e).
Por outro lado, o desempenho na gestão da perda de água é um ponto positivo: caiu para 9,8% em 2022 (-53% desde 2008), valor bem inferior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (29,0%), colocando o município entre os melhores do país nesse indicador (percentil 7). As emissões totais de GEE também caíram fortemente, para 25.912 tCO₂e em 2024, uma redução de 74% frente ao pico observado em 2022 (354.745 tCO₂e), refletindo provavelmente variações no uso do solo e agropecuária, historicamente dominantes na matriz de emissões local. Já as emissões de energia cresceram 28,2% no período, para 12.558 tCO₂e, ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Do ponto de vista hídrico, o município convive com riscos hidrológicos relevantes: registrou 6 ocorrências de cheia e 1 de seca em 2016, ambos acima da mediana nacional (zero), embora o índice de segurança hídrica projetado para 2035 seja de 4,000, equivalente à mediana nacional e superior à média estadual (3,308). A presença de 35 MW de potência hidráulica instalada, estável desde 2010, situa o município no percentil 75 nacional, indicando relevância energética hídrica sem crescimento recente.
Em síntese, Santa Leopoldina combina avanços pontuais em eficiência hídrica e redução de emissões totais com déficits estruturais graves em saneamento básico — sobretudo na ausência de coleta de esgoto e no alto índice de destinação inadequada de resíduos. Investimentos em infraestrutura de esgotamento sanitário e gestão de resíduos são prioritários, tanto para reduzir riscos à saúde pública quanto para conter a trajetória ascendente das emissões associadas a resíduos, área em que o município já supera a mediana nacional.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
21.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
19.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
70.6%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
21.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
53.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
33.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
35 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
35 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
25.912 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.187 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
12.558 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
6
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
