Vila VelhaES
502.899 habitantes · IBGE 3205200
Resumo socioambiental
Vila Velha apresenta saneamento básico consolidado em água, mas ainda em transição no esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, no percentil 100 nacional e bem acima da mediana do país (76,5%) e do Espírito Santo (83,5%). As perdas na distribuição, por sua vez, caíram para 25,5% em 2022 (queda de 22,2% desde 2008), ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (29,0%), indicando ganho de eficiência operacional. Já a coleta de esgoto, embora tenha avançado expressivamente (+329,4% desde 2007, chegando a 62,4% em 2021), ainda está aquém da mediana nacional (87,8%), posicionando o município no percentil 33. O tratamento de esgoto, com 50,5% em 2022, supera a mediana nacional (37,7%) e a UF (44,6%), mas vem recuando desde o pico de 59,0% em 2018 — um sinal de atenção, já que a capacidade instalada (5 ETEs, percentil 96) não tem sido acompanhada de expansão proporcional da coleta.
Na gestão de resíduos sólidos, o município exibe bom desempenho relativo: o destino inadequado de domicílios é de apenas 0,7% em 2022 (percentil 5, muito abaixo da mediana nacional de 14,9%), e a coleta domiciliar atinge 88,8%, superior à mediana do país (76,9%), embora tenha recuado 10,4 pontos percentuais desde 2010. Essa aparente contradição — baixo descarte inadequado mas queda na cobertura de coleta — merece monitoramento, sobretudo porque as emissões de resíduos cresceram 10,2% em 2024, atingindo 156.050 tCO₂e, no percentil 98 nacional, sugerindo que o volume gerado e tratado nos aterros/unidades de destinação (apenas 1 unidade licenciada) pode estar sob pressão crescente.
No eixo climático-energético, Vila Velha se destaca negativamente em emissões totais: 895.771 tCO₂e em 2024 (percentil 89), com alta de 10,5% no último ano, puxada tanto por resíduos quanto por energia (721.881 tCO₂e, +22,0%, percentil 97). A geração solar é modesta e cresce lentamente (642 kW em 2024, +13,2%, percentil 42, abaixo da mediana nacional de 960 kW), enquanto a potência térmica fóssil se mantém estável em 7 MW há mais de uma década, sem sinais de descarbonização da matriz local. Em risco hídrico, o município registrou 6 ocorrências de cheia em 2016 (percentil 99, muito acima da mediana nacional de zero), mas mantém boa perspectiva de segurança hídrica projetada para 2035 (índice 4,000, percentil 88, acima da UF).
Em síntese, Vila Velha combina excelência no abastecimento de água com déficits estruturais em esgotamento sanitário e uma matriz energética ainda dependente de fontes fósseis, refletida em emissões de GEE elevadas e desproporcionais ao porte populacional. A recuperação do investimento em tratamento de esgoto e a expansão da geração solar são frentes prioritárias para reverter as tendências recentes de emissões crescentes e destravar a segurança h
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
97.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
58.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
47.8%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
5
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
21.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
88.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.7%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
8 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
642 kW
2024
Potência térmica (fóssil)
ANEEL (SIGA)
4 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
55.1%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
642 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
895.771 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
156.050 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
721.881 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
6
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
