AraruamaRJ
137.773 habitantes · IBGE 3300209
Resumo socioambiental
Araruama apresenta desempenho sólido em abastecimento de água, com cobertura de 96,2% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e do estado (89,1%), posicionando o município no percentil 80. A perda de água, embora ainda relevante em 24,6% (2022), representa melhora expressiva frente aos 73,6% de 2008, com redução de 66,5% no período, e situa o município abaixo da mediana nacional (29,9%), indicando maior eficiência operacional na distribuição.
O saneamento de esgoto mostra situação mista. A coleta atingiu 80,8% em 2021, com avanço importante de 14,1% desde 2007, mas ainda abaixo da mediana nacional (87,8%), embora acima da média fluminense (72,7%). Já o tratamento de esgoto, em 62,2% (2022), supera a mediana nacional (37,7%) e o estado (56,6%), mas revela queda de 22,2% frente ao pico de 96,8% registrado em 2015, sugerindo perda de eficiência ou capacidade ociosa na única ETE municipal identificada (1 unidade, 2020). Essa contração no tratamento é preocupante, pois o volume crescente de esgoto coletado sem tratamento correspondente pode pressionar corpos hídricos, especialmente relevante para um município com vocação turística e lagunar.
Na gestão de resíduos sólidos, os indicadores domiciliares são favoráveis: 92,8% de cobertura de coleta (2022) e apenas 3,6% de destinação inadequada, ambos com posição relativamente boa frente ao Brasil, embora o índice de destino inadequado ainda supere o patamar estadual (2,0%). Contuda, essa aparente eficiência de coleta contrasta com o desempenho climático do setor: as emissões de resíduos somaram 95.642 tCO₂e em 2024, com alta de 35,6% desde 2010, colocando o município no percentil 97 nacional — um indicativo de que a destinação final (provavelmente aterro ou disposição sem aproveitamento energético) gera impacto climático desproporcional ao porte populacional.
As emissões totais de GEE alcançaram 455.026 tCO₂e em 2024, com crescimento de 24,5% desde 2010, situando Araruama no percentil 78 nacional. As emissões de energia, em 188.473 tCO₂e, cresceram 38,6% no período e representam parte relevante desse total, coerente com a dependência de geração térmica fóssil (11 MW, estável desde 2014). O índice de segurança hídrica de 4,000 (2035) iguala a mediana nacional e supera o estado (3,022), sugerindo perspectiva positiva para disponibilidade hídrica futura, ainda que os registros de eventos de cheia (1 em 2016) apontem para necessidade de monitoramento contínuo de riscos climáticos extremos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
74.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
54.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
22.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
92.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.6%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
6 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
455.026 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
95.642 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
188.473 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
