Santa Maria MadalenaRJ

10.579 habitantes · IBGE 3304607

IA

Resumo socioambiental

Santa Maria Madalena/RJ apresenta um quadro de saneamento básico aquém dos padrões nacionais, com sinais de deterioração em indicadores estruturais. A cobertura de água atingiu 51,4% em 2022, ainda distante da mediana nacional (76,5%) e do patamar estadual (89,1%), posicionando o município no percentil 21. A perda de água na distribuição, de 53,8% (2022), é bem superior à mediana do país (29,9%) e à do estado (48,6%), colocando o município no percentil 88 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito, o que indica ineficiência operacional relevante mesmo com a expansão recente da cobertura.

No esgotamento sanitário, a coleta caiu de 100% (2011-2014) para 83,8% em 2021, ligeiramente abaixo da mediana nacional (87,8%), mas ainda acima da média fluminense (72,7%). Já o tratamento de esgoto evoluiu para 42,9% em 2022, superando a mediana do país (37,7%), embora abaixo do patamar estadual (56,6%). Chama atenção a forte queda nos domicílios com coleta de resíduos sólidos, de 84,4% em 2010 para 31,7% em 2022 — um recuo de 62,5% que destoa da mediana nacional (76,9%) e da estadual (84,0%), posicionando o município no percentil 4, entre os piores do país. Esse retrocesso na coleta domiciliar não se refletiu proporcionalmente nas emissões de resíduos, que cresceram 23,8% desde 2010, atingindo 8.645 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), sugerindo possível manejo inadequado ou queima de resíduos não coletados.

Em relação às emissões totais de GEE, o município registrou 100.476 tCO₂e em 2024, com redução de 28,7% frente a 2010, ficando próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 40. As emissões de energia, por sua vez, cresceram 41,2% no período, para 6.647 tCO₂e, ainda bem abaixo da mediana do país (18.929 tCO₂e). A capacidade hidráulica instalada saltou de 3 MW (2010) para 26 MW desde 2011, mantendo-se estável e acima da mediana nacional (6 MW).

Em segurança hídrica, o índice projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e praticamente equivalente à média estadual (3,022), no percentil 50. Combinando esse cenário com as perdas elevadas de água e a queda na coleta de resíduos, o município enfrenta um desafio duplo: modernizar a infraestrutura de abastecimento para reduzir desperdícios e recuperar a cobertura de coleta domiciliar, sob risco de pressionar ainda mais as emissões de resíduos e comprometer a qualidade ambiental local nas próximas décadas.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

57.8%

2024

29
19.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

62.8%

2024

52
30.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

49.0%

2024

60
147.3% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

3

2020

93
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

38.8%

2024

31
4.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

31.7%

2022

4
62.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.9%

2022

69
55.7% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

14 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

14 MW

2024

58
455.4% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

100.476 tCO₂e

2024

60
28.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.645 tCO₂e

2024

38
23.8% no período

Emissões de energia

SEEG

6.647 tCO₂e

2024

73
41.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.