São FidélisRJ
41.197 habitantes · IBGE 3304805
Resumo socioambiental
São Fidélis apresenta quadro socioambiental heterogêneo, com avanços pontuais em saneamento convivendo com um problema estrutural grave: a ausência completa de tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 77,1% em 2022, próxima da mediana nacional (76,5%) mas bem abaixo da média fluminense (89,1%). A coleta de esgoto está em 92,0% (2020), superior à mediana nacional (87,8%) e ao próprio estado (72,7%), porém esse dado positivo é neutralizado pelo fato de 0,0% do esgoto coletado receber tratamento desde ao menos 2012 — enquanto a mediana nacional já alcança 37,7% e o Rio de Janeiro 56,6%. Isso significa que o esgoto é coletado, mas despejado sem tratamento, provavelmente nos corpos hídricos locais, um risco relevante para a saúde pública e os recursos hídricos do município.
A perda de água na distribuição, embora tenha recuado de 66,6% (2020) para 42,2% em 2022, permanece acima da mediana nacional (29,9%) e próxima da média estadual (48,6%), indicando ineficiência operacional persistente que pressiona custos e disponibilidade do recurso. No âmbito dos resíduos domiciliares, o percentual de destino inadequado caiu de 18,1% para 10,0% entre 2010 e 2022, avanço expressivo, mas ainda distante do patamar fluminense (2,0%) e abaixo da mediana nacional (14,9% — ou seja, o município está relativamente melhor que o Brasil nesse quesito, mas muito aquém do padrão estadual). Chama atenção a queda na coleta domiciliar de resíduos, de 81,9% para 75,5% no mesmo período, movimento contraditório que merece investigação, pois reduz a base atendida mesmo com melhora no destino final.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 361.692 tCO₂e em 2024, patamar bem acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 74. As emissões de resíduos chamam atenção especial: cresceram 59,3% desde 2010, chegando a 32.697 tCO₂e (percentil 90 nacional), crescimento que dialoga diretamente com a ausência de tratamento de esgoto e com a gestão ainda incompleta de resíduos sólidos. As emissões de energia recuaram 3,7%, para 28.792 tCO₂e, mas seguem acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Por fim, o município registrou 7 ocorrências de cheia em 2016 (percentil 99 nacional, sinal de vulnerabilidade hidrológica relevante), e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e ligeiramente inferior à média estadual (3,022). O conjunto dos indicadores sugere que investimentos futuros devem priorizar a implantação de tratamento de esgoto — hoje o principal gargalo ambiental — e a redução de perdas hídricas, medidas que tendem a reduzir simultaneamente as emissões de resíduos e reforçar a resiliência do município frente a eventos extremos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
65.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
4.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
5.4%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
38.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
75.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
10.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
361.692 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
32.697 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
28.792 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
7
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
