Trajano de MoraesRJ
10.652 habitantes · IBGE 3305901
Resumo socioambiental
Trajano de Moraes apresenta quadro crítico de saneamento básico, muito abaixo dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu apenas 29,6% em 2022, frente a uma mediana nacional de 76,5% e UF de 89,1% — o município está no percentil 6, ou seja, entre os piores do país nesse indicador. A situação é ainda mais grave no esgotamento sanitário: a coleta estagnou em 24,3% (2020) e o tratamento é nulo (0,0%), enquanto a mediana nacional de tratamento já alcança 37,7% e a do RJ, 56,6%. Essa ausência de tratamento é coerente com o percentual de destino inadequado de domicílios, que embora tenha caído de 31,0% (2010) para 15,4% (2022), ainda supera levemente a mediana nacional (14,9%) e está muito acima do padrão do estado (2,0%).
A perda de água na distribuição também é preocupante, com 50,9% em 2022 — acima da mediana nacional (29,9%) e da própria UF (48,6%), colocando o município no percentil 85 (pior faixa). Chama atenção a queda nos domicílios com coleta de resíduos, de 69,0% (2010) para 35,4% (2022), uma redução de quase 49%, o que pode estar associado ao pequeno mas persistente aumento das emissões de resíduos sólidos, que subiram de 5.547 para 5.847 tCO₂e entre 2010 e 2024 — acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), embora irrisório frente ao total estadual.
No aspecto climático, as emissões totais de GEE caíram significativamente, de 143.966 tCO₂e (2010) para 60.884 tCO₂e em 2024 (-57,7%), ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 26. Entretanto, as emissões de energia mais que dobraram no período, de 3.369 para 8.922 tCO₂e (+164,8%), sinalizando maior demanda energética municipal, ainda que abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Quanto à segurança hídrica, o índice projetado para 2035 é de 3,000, inferior à mediana nacional (4,000) e muito próximo ao valor da UF (3,022), indicando vulnerabilidade equivalente à média estadual. Os registros de cheia em 2016 (4 ocorrências) posicionam o município no percentil 96 nacional, evidenciando exposição a eventos extremos, enquanto não há registros de seca no mesmo ano. Em síntese, o município enfrenta déficit estrutural grave em saneamento — com reflexos diretos na destinação inadequada de resíduos e na qualidade dos corpos hídricos —, associado a uma trajetória positiva de redução de emissões totais, mas crescente dependência energética, exigindo priorização de investimentos em infraestrutura de água e esgoto.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
22.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
24.3%
2020
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
30.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
35.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
15.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
60.884 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.847 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
8.922 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
