ArarasSP
135.331 habitantes · IBGE 3503307
Resumo socioambiental
Araras/SP apresenta saneamento básico consolidado, com cobertura de água de 98,2% (2022) e coleta de esgoto de 97,3% (2021), ambos bem acima das medianas nacionais (76,5% e 87,8%, respectivamente) e superiores à média do estado de São Paulo. O destaque é o tratamento de esgoto, que atingiu 100,0% em 2022 (percentil 100 nacional), após um período crítico entre 2017 e 2020 em que a taxa caiu a zero — uma recuperação expressiva de 15,7 pontos percentuais no último ano da série e evidência de investimento recente em despoluição hídrica. Por outro lado, a perda de água na distribuição é um ponto de atenção: 46,5% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (32,1%), com tendência de piora (+21,4% no período), o que indica ineficiência operacional que pode comprometer os ganhos obtidos no tratamento de esgoto caso não seja endereçada.
Na gestão de resíduos sólidos, o município tem desempenho muito positivo: apenas 0,5% dos domicílios com destinação inadequada (2022), bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e próximo da média paulista (1,0%), com 5 unidades de destinação licenciadas (percentil 97 nacional). Contudo, essa boa gestão física não se reflete nas emissões: os resíduos geraram 86.341 tCO₂e em 2024, valor 24,2% maior que em 2010 e muito acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), sugerindo que o problema está mais ligado ao volume e à natureza dos resíduos tratados do que à cobertura de coleta.
O perfil de emissões de GEE do município é dominado por energia (668.148 tCO₂e) e resíduos, totalizando 869.721 tCO₂e em 2024 — patamar muito superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), embora com queda de 8,7% frente ao pico de 2023. A matriz elétrica local ainda depende fortemente de fontes térmicas fósseis (75 MW, percentil 87 nacional), com capacidade solar ainda modesta (670 kW, percentil 43), o que limita o potencial de mitigação futura das emissões energéticas.
Por fim, a segurança hídrica é o indicador mais crítico do dossiê: índice de 2,000 projetado para 2035, bem abaixo da mediana nacional (4,000) e da média estadual (3,881), posicionando Araras no percentil 14 — ou seja, entre os municípios mais vulneráveis do país nesse quesito. Essa fragilidade hídrica projetada, somada às elevadas perdas de água já observadas, aponta para a necessidade de priorizar investimentos em eficiência do sistema de abastecimento e planejamento de longo prazo para garantir a sustentabilidade dos ganhos já conquistados em saneamento.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
98.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
97.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
80.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
39.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
97.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
5
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
76 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
670 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
670 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
869.721 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
86.341 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
668.148 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
