CordeirópolisSP
25.130 habitantes · IBGE 3512407
Resumo socioambiental
Cordeirópolis/SP apresenta saneamento básico consolidado e acima da média nacional, mas exibe sinais preocupantes de deterioração na gestão de água e uma trajetória de alta nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 97,4% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (95,2%), enquanto a coleta de esgoto está em 100% desde 2021, no percentil 100 do país. O tratamento de esgoto também evoluiu de forma expressiva, saltando de 0% até 2014 para 73,0% em 2022, superando tanto a mediana nacional (37,7%) quanto a UF (69,6%). Por outro lado, a perda de água no sistema de distribuição saltou para 45,4% em 2022 — quase o dobro do índice de 2021 (25,1%) e bem acima da mediana nacional (29,9%) e estadual (32,1%) —, indicando ineficiência operacional que pode comprometer os ganhos obtidos em cobertura e tratamento, e merece atenção prioritária da gestão.
No manejo de resíduos sólidos, o município mantém indicadores favoráveis: apenas 0,9% dos domicílios têm destino inadequado de lixo em 2022 (queda de 47,6% desde 2010), bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e próximo do padrão estadual (1,0%), com 96,6% de cobertura de coleta domiciliar. Contudo, chama atenção a existência de apenas 1 unidade de destinação registrada (2012, dado desatualizado), igual à mediana nacional mas muito distante das 132 unidades da UF, sugerindo dependência de estruturas externas ao município.
O quadro de emissões é o ponto mais crítico do dossiê. As emissões totais de GEE alcançaram 412.507 tCO₂e em 2024, alta de 46,5% desde 2010, no percentil 77 nacional — puxadas principalmente pelo setor de energia, que somou 374.840 tCO₂e (variação de +75,1%, percentil 94), reflexo do crescimento da potência térmica fóssil instalada (de 508 kW em 2010 para 4 MW em 2024, alta de 783,3%). As emissões de resíduos também cresceram de forma constante, atingindo 13.747 tCO₂e em 2024 (+30,8% desde 2010, percentil 76), o que contrasta com os bons indicadores de destinação domiciliar e sugere que o volume gerado, não a destinação inadequada, é o fator determinante desse aumento.
Em relação a investimentos públicos, o valor de R$ 821.484 registrado para 2026 é significativamente inferior à mediana nacional (R$ 3,1 milhões) e à média estadual (R$ 244,9 milhões), posicionando o município no percentil 30. Esse patamar de investimento é preocupante diante dos desafios identificados — especialmente a necessidade de reduzir perdas no sistema de água e conter a trajetória de emissões —, indicando que a manutenção dos bons resultados em saneamento e resíduos pode exigir aporte adicional de recursos nos próximos ciclos orçamentários. Quanto a eventos hidrológicos extremos, os registros de cheia e seca são nulos (2016), sem indicativo de vulnerabilidade recente, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (4,
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
99.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
97.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
94.6%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
44.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.9%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2012
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
4 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
412.507 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
13.747 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
374.840 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Investimento
Investimento público
PNCP
R$ 821 mil
2026
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
