CosmoramaSP

8.968 habitantes · IBGE 3512902

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Resumo socioambiental

Cosmorama/SP apresenta infraestrutura de saneamento consolidada e superior à média nacional, com destaque para a cobertura de água em 100,0% (2022), acima da mediana nacional de 76,5% e do próprio estado de São Paulo (95,2%), colocando o município no percentil 100. A coleta de esgoto também atinge 100,0% (2021), igualmente no percentil 100 e superior à mediana nacional (87,8%) e à UF (94,6%). A perda de água, indicador em que menor é melhor, é de 12,0% (2022) — ainda bem inferior à mediana nacional (29,9%) e à UF (32,1%), mas com piora expressiva de +34,2% em relação a anos recentes em que o índice era próximo de zero, o que merece atenção da gestão local.

O ponto crítico do dossiê é o tratamento de esgoto, que caiu para 43,0% em 2022, recuo de 57,0% frente ao pico histórico de 100% em 2009. Apesar da queda, o índice ainda supera a mediana nacional (37,7%) e está no percentil 53, embora fique abaixo da média estadual (69,6%). Essa lacuna entre coleta plena (100%) e tratamento parcial (43%) indica que parte do esgoto coletado é lançada sem tratamento adequado, o que ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que passaram de 8.545 tCO₂e (2010) para 11.037 tCO₂e (2024), alta de 29,2% — acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e) e no percentil 70, sinalizando pressão ambiental crescente associada ao manejo de resíduos e efluentes.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 172.086 tCO₂e em 2024, com queda de 19,8% desde 2010, refletindo sobretudo a forte redução das emissões de energia (-65,2%, de 66.898 para 23.253 tCO₂e). Ainda assim, o município permanece acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 56. Os domicílios com coleta de resíduos avançaram para 84,6% (2022), superando a mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 10,7%, quase pela metade desde 2010, embora ainda distante do padrão estadual (1,0%).

Do ponto de vista hídrico, não há registros de cheias ou secas em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 5,000, superior à mediana nacional (4,000) e à média estadual (3,881), no percentil 100 — um indicativo favorável para o planejamento de longo prazo. Em síntese, Cosmorama combina infraestrutura de água e esgoto robusta com desafios pontuais no tratamento de efluentes e no controle de emissões ligadas a resíduos, que devem orientar prioridades de investimento futuro.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

78.0%

2024

57
13.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

78.0%

2024

67
22.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

33.3%

2024

50
57.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

66.7%

2024

7
647.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

84.6%

2022

65
6.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.7%

2022

59
47.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

172.086 tCO₂e

2024

44
19.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

11.037 tCO₂e

2024

31
29.2% no período

Emissões de energia

SEEG

23.253 tCO₂e

2024

46
65.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.