GuarantãSP

6.531 habitantes · IBGE 3518107

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Resumo socioambiental

Guarantã/SP apresenta situação de saneamento básico excepcional, muito acima dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, superando a mediana nacional de 76,5% e a média paulista de 95,2% (percentil 100). O mesmo padrão se repete na coleta de esgoto, com 100,0% em 2021 (ante mediana nacional de 87,8%), e no tratamento de esgoto, também 100,0% em 2022 — desempenho muito superior à mediana nacional de apenas 37,7% e à média de SP de 69,6%. Vale notar, porém, que o índice de perda de água, embora baixo (7,3% em 2022, percentil 5 nacional), subiu em relação aos anos anteriores (0,3% em 2021), indicando um ponto de atenção a monitorar, ainda que distante dos 29,9% da mediana nacional.

Há uma aparente contradição entre os dados do SNIS/SINISA e os do Censo IBGE quanto à coleta de resíduos domiciliares: enquanto o esgotamento sanitário é universalizado, a coleta de lixo domiciliar caiu para 82,7% em 2022 (queda de 4,4 pontos frente a 2010), e o destino inadequado de resíduos ainda atinge 12,3% dos domicílios — acima da média estadual de 1,0%, embora abaixo da mediana nacional de 14,9%. Essa lacuna na gestão de resíduos sólidos ajuda a explicar o forte aumento nas emissões de GEE do setor de resíduos, que mais que dobraram (+108,2%) entre 2010 e 2024, chegando a 10.084 tCO₂e, acima da mediana nacional de 5.787 tCO₂e (percentil 68).

No balanço geral de emissões, o município reduziu suas emissões totais de GEE em 27,8% desde 2010, fechando 2024 em 151.747 tCO₂e, valor próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 53). Essa redução foi puxada principalmente pelo setor de energia, que caiu 34,3% no período, para 20.503 tCO₂e. Assim, o avanço em eficiência energética compensou parcialmente o retrocesso na gestão de resíduos, sinalizando que investimentos futuros em coleta e destinação adequada de lixo podem tanto recuperar a cobertura domiciliar quanto conter a trajetória de emissões do setor.

Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheias ou secas reportados em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (5,000) supera a mediana nacional (4,000) e a média estadual (3,881), posicionando o município favoravelmente, embora seja recomendável atualizar esses indicadores com dados mais recentes para confirmar a tendência.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

82.1%

2024

63
14.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

84.2%

2024

75
15.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2022

25.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

91.2%

2024

1
110.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

82.7%

2022

61
4.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

12.3%

2022

55
9.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

151.747 tCO₂e

2024

47
27.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.084 tCO₂e

2024

34
108.2% no período

Emissões de energia

SEEG

20.503 tCO₂e

2024

48
34.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.