GuataparáSP
7.462 habitantes · IBGE 3518859
Resumo socioambiental
Guatapará apresenta desempenho de saneamento consistentemente superior à média nacional. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e do próprio estado de São Paulo (95,2%), colocando o município no percentil 100. A coleta de esgoto também é universalizada, com 100,0% em 2021 (mediana nacional de 87,8%). O ponto de atenção recai sobre o tratamento de esgoto: apesar de ter avançado 22,2% no último ano, o índice de 12,7% em 2022 fica bem abaixo da mediana nacional (37,7%) e da média paulista (69,6%), evidenciando um gargalo relevante — o município coleta quase todo o esgoto gerado, mas trata uma parcela pequena, com apenas 1 ETE registrada em 2020. As perdas de água, por outro lado, mostram trajetória positiva, caindo para 10,0% em 2022 (percentil 7, ou seja, entre as menores perdas do país), bem abaixo da mediana nacional de 29,9%.
No manejo de resíduos domiciliares, o município também supera o padrão nacional: 92,3% dos domicílios têm coleta de lixo em 2022 (mediana nacional 76,9%), e apenas 7,3% têm destinação inadequada, uma redução de 43,4% desde 2010, embora ainda acima do referencial estadual (1,0%).
O dado mais notável do dossiê é o comportamento das emissões de GEE, que se tornaram fortemente negativas: -322.390 tCO₂e em 2024, resultado direto da rubrica de resíduos, que registra -445.254 tCO₂e no mesmo ano. Esse padrão, mantido desde 2013, sugere que o município conta com algum sumidouro ou crédito de carbono associado ao setor de resíduos (possivelmente aproveitamento energético ou compensação metodológica do SEEG), e não uma emissão real elevada — o que contrasta com o baixo índice de tratamento de esgoto e merece verificação mais detalhada da série. Já as emissões de energia cresceram 17,2%, alcançando 33.601 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), refletindo a matriz energética local, ainda que sustentada por uma potência estável de biomassa de 6 MW desde 2014.
Em síntese, Guatapará exibe indicadores de acesso a água, esgoto e coleta de resíduos acima da média brasileira, com tendência de melhoria nas perdas de água e na destinação inadequada de resíduos. O principal desafio de gestão está no baixo tratamento de esgoto, que não acompanha a universalização da coleta, enquanto o comportamento atípico das emissões de resíduos indica necessidade de qualificação adicional dos dados antes de conclusões definitivas sobre o balanço de carbono municipal.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
78.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
88.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
4.6%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
19.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
92.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
7.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
6 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-322.390 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
-445.254 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
33.601 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
