Ouro VerdeSP

7.901 habitantes · IBGE 3534807

IA

Resumo socioambiental

Ouro Verde/SP apresenta indicadores de saneamento básico consistentemente superiores às referências nacionais, com destaque para cobertura de água em 99,8% (2022) — acima da mediana nacional de 76,5% e da média estadual de 95,2%, colocando o município no percentil 89 — e coleta de esgoto em 100,0% (2021), no percentil 100 do país. A perda de água na distribuição, de 11,3% (2022), é significativamente menor que a mediana nacional (29,9%) e a estadual (32,1%), refletindo gestão eficiente da rede e evolução expressiva desde 2008, quando o índice era de 42,9%. Também merece nota a baixa proporção de domicílios com destinação inadequada de resíduos, 3,4% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima do patamar estadual (1,0%).

O ponto de atenção mais relevante do dossiê é o tratamento de esgoto, que caiu para 47,1% em 2022 — uma retração de 50% frente ao pico de 94,1% registrado em 2008 e abaixo dos 78,8% observados em 2021. Apesar de o índice ainda superar a mediana nacional (37,7%), ele fica aquém da média estadual (69,6%), evidenciando um descompasso entre a universalização da coleta (100%) e a capacidade de tratamento efetivo desse esgoto coletado, sustentada por apenas 1 ETE no município. Essa lacuna entre coleta e tratamento é o principal risco socioambiental a ser monitorado, já que pode comprometer corpos hídricos receptores mesmo com a rede coletora praticamente universalizada.

Em relação a emissões de GEE, o município registrou 79.216 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com queda de 29,5% desde 2010 e recuo mais acentuado nos últimos dois anos, puxado principalmente pela redução nas emissões de energia (5.211 tCO₂e, -21,8%). Já as emissões de resíduos permanecem relativamente estáveis em torno de 6.389 tCO₂e (-1,6% desde 2010), ligeiramente acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), o que reforça a necessidade de atenção à gestão de resíduos sólidos como complemento às melhorias observadas no esgotamento sanitário.

Não há registros de eventos de cheia ou seca no município na série disponível (2016), e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (4,000) iguala a mediana nacional e supera a média estadual (3,881), no percentil 88. Em síntese, Ouro Verde apresenta infraestrutura de água e esgoto robusta e trajetória favorável em emissões, mas exige atenção prioritária à ampliação da capacidade de tratamento de esgoto, de modo a acompanhar o avanço já consolidado na coleta.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

94.6%

2024

85
3.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

94.6%

2024

90
46.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

82.1%

2024

87
8.1% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

6.7%

2024

97
73.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

95.0%

2022

91
2.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.4%

2022

82
54.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

79.216 tCO₂e

2024

67
29.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.389 tCO₂e

2024

49
1.6% no período

Emissões de energia

SEEG

5.211 tCO₂e

2024

78
21.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.