Patrocínio PaulistaSP
14.837 habitantes · IBGE 3536307
Resumo socioambiental
Patrocínio Paulista/SP apresenta indicadores de saneamento acima da média nacional, mas com sinais de deterioração operacional que merecem atenção dos gestores. A cobertura de água atingiu 95,8% em 2022 (percentil 79 nacional, acima da mediana de 76,5% e próxima da UF, 95,2%), e a coleta de esgoto chegou a 100,0% em 2021, superando a mediana nacional (87,8%) e a média paulista (94,6%). O tratamento de esgoto também é robusto, com 85,8% em 2022, bem acima da mediana do país (37,7%) e da UF (69,6%). Contudo, chama atenção a existência de apenas 1 ETE no município (2020), o que sugere concentração operacional e baixa redundância no sistema de tratamento.
O ponto crítico do dossiê é a perda de água na distribuição, que saltou de 30,0% em 2008 para 57,5% em 2022 (variação de +91,6% no período), posicionando o município no percentil 91 nacional — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, muito acima da mediana (29,9%) e da UF (32,1%). Esse desperdício contrasta com a boa cobertura formal de água e indica ineficiência na gestão da infraestrutura, com possível desperdício de recursos hídricos e financeiros que poderiam ser direcionados à manutenção da rede. Já os indicadores de acesso domiciliar mostram leve retrocesso: a coleta de resíduos por domicílios caiu de 92,2% (2010) para 85,7% (2022), embora o destino inadequado de resíduos tenha recuado de 7,8% para 7,4% no mesmo período, ainda acima da UF (1,0%).
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE cresceram 31,1% entre 2010 e 2024, alcançando 405.072 tCO₂e, com destaque para o setor de energia, que mais que dobrou (+104,6%), atingindo 208.519 tCO₂e e situando o município no percentil 90 nacional — reflexo direto da matriz energética local, marcada por 55 MW de potência térmica fóssil instalada (percentil 83) frente a apenas 5 MW de potência hidráulica (percentil 48). As emissões de resíduos também cresceram (+25,5%, para 12.631 tCO₂e), acompanhando o aumento populacional e a queda relativa na cobertura domiciliar de coleta, o que reforça a necessidade de investimentos em gestão de resíduos sólidos paralelamente ao saneamento.
Em segurança hídrica, o índice projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e da média estadual (3,881), sinalizando vulnerabilidade futura que se soma ao quadro de perdas hídricas já observado. Não há registros de cheias ou secas reportados em 2016, mas a combinação de alta perda de água, dependência de fontes térmicas fósseis e queda na cobertura domiciliar de coleta de resíduos aponta para a necessidade de um planejamento integrado que priorize a modernização da rede de abastecimento e a diversificação da matriz energética municipal.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
86.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
85.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
85.8%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
42.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
85.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
7.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
60 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
5 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
405.072 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
12.631 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
208.519 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
