PotimSP

20.767 habitantes · IBGE 3540754

IA

Resumo socioambiental

Potim/SP apresenta cobertura de água de 99,8% (2022), muito acima da mediana nacional de 76,5% e do valor estadual de 95,2%, posicionando o município no percentil 88. A coleta de esgoto também é praticamente universal, com 100,0% (2021), superando a mediana nacional (87,8%) e a média paulista (94,6%), o que coloca o município no percentil 100. Entretanto, esse quadro positivo de acesso contrasta fortemente com a ausência total de tratamento do esgoto coletado: 0,0% em toda a série 2018–2022, enquanto a mediana nacional é de 37,7% e a média estadual atinge 69,6% — um déficit expressivo (percentil 25) que indica que todo o esgoto captado é lançado sem tratamento, apesar de existir 1 ETE registrada no município (2020).

Um alerta técnico importante é a perda de água, que saltou de 1,6% em 2021 para 76,6% em 2022, variação de mais de 1.280% em relação ao início da série. Esse valor está muito acima da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (32,1%), colocando o município no percentil 98 (pior situação). Esse salto abrupto sugere possível problema de medição, vazamento significativo na rede ou mudança metodológica no reporte ao SNIS, merecendo verificação prioritária pela gestão local, já que compromete a eficiência do sistema mesmo com cobertura de água quase universal.

Do lado dos resíduos domiciliares, o quadro é bastante favorável: 99,3% dos domicílios têm coleta (2022), com apenas 0,2% de destinação inadequada, valor muito abaixo da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (1,0%), no percentil 1 (melhor situação). Contudo, essa eficiência na coleta não se traduz em baixas emissões do setor: as emissões de resíduos (SEEG) somaram 12.668 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), no percentil 74, sugerindo que a destinação final (provavelmente aterro) gera metano em volume proporcionalmente alto face a municípios de porte similar.

As emissões totais de GEE caíram 27,7% desde 2010, chegando a 59.982 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 26), impulsionadas principalmente pela redução de 50,6% nas emissões de energia. Por fim, o índice de segurança hídrica de 2,000 (projeção 2035) está bem abaixo da mediana nacional (4,000) e da média estadual (3,881), no percentil 14, indicando vulnerabilidade futura que exige atenção da gestão hídrica local, especialmente diante do quadro já identificado de perdas elevadas na rede de distribuição.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

85.2%

2024

69
12.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

85.2%

2024

76
14.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

31.5%

2024

44
470.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

99.3%

2022

100
0.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.2%

2022

99
76.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

59.982 tCO₂e

2024

74
27.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.668 tCO₂e

2024

27
4.3% no período

Emissões de energia

SEEG

27.952 tCO₂e

2024

42
50.6% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.