Ribeirão do SulSP
4.768 habitantes · IBGE 3543204
Resumo socioambiental
Ribeirão do Sul/SP apresenta uma situação de saneamento heterogênea, com forte desempenho em esgotamento sanitário e fragilidade recente no abastecimento de água. A coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2021 e o tratamento também alcançou 100,0% em 2022, ambos muito acima das medianas nacionais (87,8% e 37,7%, respectivamente) e superiores à média do estado de São Paulo, colocando o município no percentil 100 nos dois indicadores. Já a cobertura de água caiu para 65,8% em 2022, após uma trajetória de crescimento que chegou a 81,7% em 2021 — uma queda expressiva em apenas um ano, que reverte quase uma década de avanços e deixa o município abaixo da mediana nacional (76,5%) e bem distante do índice paulista (95,2%), no percentil 37. Essa reversão brusca merece investigação, pois pode indicar problema pontual de medição ou perda de infraestrutura, especialmente à luz do salto nas perdas de água, que passaram de 5,9% em 2021 para 21,7% em 2022.
Apesar do avanço no tratamento de esgoto, o indicador de perdas de água ainda é significativo, embora esteja abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (32,1%), no percentil 28 — ou seja, comparativamente não é o pior cenário, mas a instabilidade histórica (variando de 5,9% a 32,4% ao longo da série) revela fragilidade na gestão operacional do sistema. Do lado dos domicílios, a cobertura de coleta chegou a 90,0% em 2022, acima da mediana nacional e da UF, enquanto o destino inadequado de resíduos recuou para 5,3%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda superior ao índice paulista (1,0%). Essa combinação de bom esgotamento com destinação inadequada residual sugere que os desafios remanescentes estão mais concentrados na gestão de resíduos sólidos do que no saneamento básico propriamente dito.
Em termos de clima, as emissões totais de GEE do município somaram 51.755 tCO₂e em 2024, com queda de 12,9% frente a 2023, mantendo-se muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 22. As emissões de energia recuaram 19,2% no último ano, para 4.006 tCO₂e, também bem abaixo da mediana nacional, indicando uma matriz relativamente pouco intensiva nesse setor. Por outro lado, as emissões de resíduos cresceram 23,6% na última leitura, para 2.866 tCO₂e, mantendo tendência de alta ao longo da série histórica — um sinal de atenção que dialoga com o índice ainda não nulo de destinação inadequada de domicílios, sugerindo que o manejo de resíduos sólidos é a frente mais crítica para intervenção futura.
Quanto à segurança hídrica, o índice projetado para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média da UF (3,881), no percentil 88, o que indica perspectiva favorável de longo prazo. Os registros de eventos extremos são baixos (zero cheias e uma seca observada em 2016), compatíveis com os percentis nacionais. Em síntese, o município combina excelência em esgotamento sanitário com um ret
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
74.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
69.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
98.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
23.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
51.755 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.866 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.006 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
