SerranaSP

45.408 habitantes · IBGE 3551504

IA

Resumo socioambiental

Serrana/SP apresenta desempenho de destaque em saneamento básico, com cobertura de água em 100,0% (2022) — acima da mediana nacional de 76,5% e do próprio estado de São Paulo (95,2%) — e tratamento de esgoto em 89,8% (2022), muito superior à mediana nacional (37,7%) e à média paulista (69,6%), colocando o município no percentil 84 do país. A coleta de esgoto, embora elevada em 96,5% (2021), vem recuando desde 2015-2018, quando alcançava 100%, sinalizando atenção necessária à manutenção da rede.

O ponto crítico do dossiê é a perda de água na distribuição, que saltou de 40,0% (2016) para 75,0% (2022), variação de +61,6% no período recente — patamar extremamente elevado frente à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (32,1%), posicionando o município no percentil 98, ou seja, entre os piores do Brasil nesse indicador. Esse quadro contrasta com a excelência formal de cobertura e tratamento: o município universaliza o acesso, mas desperdiça grande parte da água tratada, o que compromete a eficiência operacional e a sustentabilidade do sistema.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 188.837 tCO₂e em 2024, com queda de 4,8% frente ao ano anterior, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, no entanto, cresceram 43,3% desde 2010, atingindo 24.441 tCO₂e (2024), no percentil 87 nacional — trajetória que guarda relação direta com a fragilidade em destinação de resíduos, já que o município conta com apenas 1 unidade de destinação registrada (2024), mesmo número da mediana nacional, porém muito distante das 132 unidades médias do estado de São Paulo. As emissões de energia, ligadas à matriz térmica fóssil de 100 MW (percentil 90 nacional), também permanecem elevadas, reforçando a necessidade de diversificação da matriz energética local.

Em síntese, Serrana combina indicadores de acesso e tratamento de água e esgoto acima da média nacional com desafios estruturais relevantes: perdas hídricas críticas, crescimento constante das emissões de resíduos e dependência de geração térmica fóssil. A segurança hídrica projetada para 2035 (índice 3,000) fica abaixo da mediana nacional (4,000) e da média estadual (3,881), o que reforça a urgência de investimentos em redução de perdas na rede e em gestão de resíduos sólidos como prioridades para sustentar os ganhos já obtidos em saneamento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

97.9%

2024

91
1.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

97.9%

2024

95
2.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

71.7%

2024

78

Perda de água

SNIS/SINISA

69.8%

2024

6
50.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

97.0%

2022

96
2.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.3%

2022

98
26.1% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

100 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

188.837 tCO₂e

2024

41
4.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

24.441 tCO₂e

2024

14
43.3% no período

Emissões de energia

SEEG

138.528 tCO₂e

2024

15
9.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.