SertãozinhoSP
131.600 habitantes · IBGE 3551702
Resumo socioambiental
Sertãozinho/SP apresenta infraestrutura de saneamento consolidada e muito acima dos parâmetros nacionais, mas convive com um retrocesso operacional relevante no sistema de abastecimento de água. A cobertura de água chegou a 99,6% em 2022 e a coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2021, ambas muito superiores à mediana nacional (76,5% e 87,8%, respectivamente) e ao patamar do estado de São Paulo. O tratamento de esgoto, de 80,0% em 2022, também supera a mediana nacional (37,7%) e a média estadual (69,6%), colocando o município no percentil 77 do país — desempenho robusto, embora sustentado por uma única ETE (2020), o que indica baixa redundância operacional. Em contraste, a perda de água na distribuição chegou a 47,6% em 2022, bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (32,1%), e mostra tendência de piora: depois de mínimas em torno de 34–35% entre 2015 e 2019, o indicador subiu quase 14 pontos percentuais em três anos, sinalizando envelhecimento da rede ou falhas de manutenção que merecem atenção prioritária da gestão.
Do lado dos resíduos sólidos, o quadro é positivo: 98,3% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (89,7%), e o destino inadequado é marginal, em 0,3%, muito abaixo da mediana nacional (14,9%) e mesmo da média estadual (1,0%). Entretanto, essa boa cobertura de coleta não se traduz em baixa pegada de carbono do setor: as emissões de resíduos somaram 77.666 tCO₂e em 2024, com alta de 20,7% desde 2010, e o município está no percentil 96 nacional — ou seja, entre os que mais emitem nessa categoria no país, provavelmente refletindo o peso da geração industrial e agroindustrial local sobre o volume tratado.
O perfil de emissões totais reforça esse padrão. As emissões de GEE do município somaram 645.873 tCO₂e em 2024, com crescimento de 21,5% em relação a 2010 e concentração forte no setor de energia (388.854 tCO₂e, percentil 95 nacional), condizente com o polo sucroenergético de Sertãozinho. A matriz elétrica local é fortemente fóssil: a potência térmica instalada é de 116 MW (percentil 92), enquanto a capacidade solar estagnou em 120 kW desde 2023, no percentil 13 nacional — um desequilíbrio que aponta para baixa diversificação energética e limitado avanço em fontes renováveis, mesmo com espaço evidente de expansão.
Em recursos hídricos, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, ligeiramente acima da mediana nacional e da UF (3,881), e não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016. Combinando os eixos, o município tem saneamento avançado e resiliência hídrica adequada, mas enfrenta dois desafios estruturais que merecem prioridade dos gestores: a deterioração das perdas de água na rede de distribuição e a trajetória crescente das emissões de GEE, sobretudo em energia e resíduos, que contrastam com a boa cobertura de
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
99.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
99.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
80.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
48.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
98.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.3%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
116 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
120 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
120 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
645.873 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
77.666 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
388.854 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
