TaubatéSP
321.298 habitantes · IBGE 3554102
Resumo socioambiental
Taubaté apresenta saneamento básico consolidado e claramente acima dos padrões nacionais, embora com sinais recentes de deterioração pontual. A coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2021 (mediana Brasil de 87,8%, percentil 100), e o tratamento de esgoto saltou para 85,6% em 2022, muito acima da mediana nacional de 37,7% e da própria média estadual de 69,6% (percentil 81). A cobertura de água, embora tenha recuado para 92,8% em 2022 (queda de 3,4% ante os 100% mantidos entre 2010 e 2021), ainda supera a mediana nacional de 76,5%. A perda de água, por sua vez, caiu para 29,6% em 2022, ficando abaixo da mediana do país (29,9%) e da UF (32,1%), indicando ganho de eficiência operacional mesmo com a queda na cobertura formal. O destino inadequado de resíduos domiciliares é residual, em 0,1% (2022), ante mediana nacional de 14,9%, reforçando o bom desempenho relativo do município na gestão de resíduos sólidos domésticos.
Por outro lado, o perfil de emissões de GEE preocupa e contrasta com o desempenho sanitário. As emissões totais somaram 798.637 tCO₂e em 2024, com queda de 20,3% frente ao ano anterior, mas ainda muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 87. As emissões de resíduos, ao contrário da tendência geral de queda, subiram 34,6% desde 2010, atingindo 188.531 tCO₂e em 2024 (percentil 99 nacional) — um dado que chama atenção justamente por contrastar com a baixa taxa de destinação inadequada de domicílios, sugerindo que o problema está concentrado na gestão e tratamento final dos resíduos (aterros, decomposição), e não na coleta. As emissões de energia, embora em queda (-21,8%), ainda representam parcela expressiva do total (548.875 tCO₂e, percentil 96), refletindo o perfil industrial do município.
O investimento público informado no PNCP é baixo, R$ 57.400 em 2026, muito aquém da mediana nacional (R$ 3,1 milhões) e da média estadual (R$ 244,9 milhões), no percentil 10. Esse valor pontual pode não refletir o investimento total em saneamento e meio ambiente, mas indica atenção necessária quanto à transparência e ao registro de investimentos futuros, especialmente diante do desafio de reverter a trajetória de emissões de resíduos e recuperar a cobertura de água aos patamares históricos.
Em segurança hídrica, o índice de 4,000 projetado para 2035 iguala a mediana nacional e supera a média estadual (3,881), no percentil 88, sugerindo perspectiva favorável no médio prazo. Não há registros de cheia ou seca reportados em 2016. Em síntese, Taubaté combina infraestrutura de saneamento robusta com um passivo ambiental crescente em resíduos e energia, exigindo prioridade em mitigação de emissões e manutenção da cobertura de água, ao mesmo tempo em que reforça a necessidade de maior clareza nos registros de investimento público.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
95.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
93.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
87.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
19.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.1%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
4 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
798.637 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
188.531 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
548.875 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Investimento
Investimento público
PNCP
R$ 57 mil
2026
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
