JaguapitãPR
15.719 habitantes · IBGE 4111902
Resumo socioambiental
Jaguapitã apresenta infraestrutura de saneamento consolidada e acima da média nacional, embora com sinais recentes de deterioração operacional. A cobertura de água atingiu 98,5% em 2022, muito superior à mediana nacional de 76,5% e próxima ao patamar do Paraná (96,1%, percentil 85). A coleta de esgoto, em 94,0% (2021), também supera a mediana do país (87,8%) e a média estadual (89,9%), posicionando o município no percentil 57. Chama atenção, contudo, a perda de água de 22,4% em 2022, que embora abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (29,6%), representa um salto expressivo frente aos níveis historicamente baixos observados entre 2009 e 2015 (2,5% a 5%), indicando possível deterioração da rede de distribuição ou mudança na metodologia de apuração que merece investigação técnica.
O tratamento de esgoto é o ponto mais crítico do saneamento local: apenas 34,2% do esgoto coletado é tratado (2022), abaixo da mediana nacional (37,7%) e muito distante do desempenho do Paraná (78,7%, percentil 48 para o município). Com apenas 1 ETE em operação (2020), equivalente à mediana nacional mas irrisório frente às 279 unidades do estado, há um gargalo evidente entre coleta e tratamento efetivo — o que compromete a qualidade dos corpos hídricos receptores. Em contrapartida, os indicadores de manejo de resíduos domiciliares são positivos: 92,9% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional e da UF, e o destino inadequado caiu para 5,6%, igualando o percentual do estado e representando redução de mais da metade desde 2010.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 297.697 tCO₂e em 2024, valor bem acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 70. O destaque negativo é o crescimento das emissões de resíduos, que quase triplicaram desde 2019 (+176,9% no período, atingindo 18.326 tCO₂e em 2024), superando a mediana nacional em mais de três vezes (percentil 82) — trajetória coerente com a expansão da coleta domiciliar, mas que reforça a urgência de tratamento adequado de resíduos e efluentes para mitigar impactos ambientais. Por outro lado, as emissões de energia recuaram 25,1% no último ano, sinalizando eventual ganho de eficiência energética.
Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheia (2016) e apenas 1 registro de seca no mesmo ano, cenário compatível com os baixos valores estaduais e nacionais. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, idêntico à mediana nacional, mas abaixo do valor estadual (4,175, percentil 88), sugerindo que, apesar da boa cobertura atual de água e esgoto, o planejamento de longo prazo para segurança hídrica ainda pode ser reforçado, especialmente diante do aumento nas perdas de distribuição e da lacuna estrutural no tratamento de esgoto.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
77.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
36.4%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
25.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
92.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
297.697 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
18.326 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
36.294 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
