Maria HelenaPR

5.935 habitantes · IBGE 4114708

IA

Resumo socioambiental

Maria Helena/PR apresenta situação de saneamento de água consolidada, com 100,0% de cobertura em 2022, patamar mantido desde 2018 e superior à mediana nacional (76,5%) e próximo ao valor da UF (96,1%), posicionando o município no percentil 91 do país. Em contrapartida, a perda de água no sistema de distribuição foi de 20,6% em 2022, com aumento de 19,7% desde 2008 — embora esse índice ainda seja mais favorável que a mediana nacional (29,9%) e a média da UF (29,6%), a tendência de alta ao longo da série indica ineficiência operacional crescente que merece atenção, já que universalizar o acesso sem conter perdas eleva custos e pressiona a sustentabilidade do sistema.

Na gestão de resíduos sólidos, a cobertura de coleta domiciliar chegou a 79,9% em 2022, acima da mediana nacional (76,9%), mas ainda distante do patamar da UF (90,0%). O destino inadequado de resíduos, embora tenha caído significativamente (-36,0% desde 2010, de 30,0% para 19,2%), permanece acima da mediana nacional (14,9%) e bem acima da UF (5,6%), sinalizando que parte dos domicílios ainda carece de destinação ambientalmente adequada. Essa lacuna dialoga diretamente com o comportamento das emissões de resíduos, que cresceram 21,7% entre 2010 e 2024, atingindo 2.981 tCO₂e — ainda assim inferior à mediana nacional (5.787 tCO₂e), mas em trajetória oposta à melhoria observada na destinação domiciliar, o que sugere que o avanço na coleta não foi acompanhado de tratamento mais limpo dos resíduos.

Quanto às emissões totais de GEE, o município registrou 170.725 tCO₂e em 2024, com leve redução de 2,5% frente a 2010, mas acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando-o no percentil 56. As emissões de energia cresceram 9,0% no período, para 5.282 tCO₂e, valor ainda bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando que o setor energético não é o principal vetor de emissões locais — o perfil emissor do município provavelmente é dominado por outros setores fora do escopo detalhado aqui.

Em relação a eventos hidrológicos, o único registro de cheia (2016) e ausência de seca observada, somados a um índice de segurança hídrica de 4,0 (2035), equivalente à mediana nacional, sugerem exposição climática moderada, ainda que o valor da UF (4,175) indique margem para fortalecer a resiliência hídrica regional.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

82.0%

2024

63
3.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

29.9%

2024

22
0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

5.7%

2024

30
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

21.4%

2024

72
27.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

79.9%

2022

56
14.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

19.2%

2022

42
36.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

170.725 tCO₂e

2024

44
2.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.981 tCO₂e

2024

75
21.7% no período

Emissões de energia

SEEG

5.282 tCO₂e

2024

78
9.0% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.