Tuneiras do OestePR
8.095 habitantes · IBGE 4127908
Resumo socioambiental
Tuneiras do Oeste apresenta avanços expressivos no saneamento básico na última década, ainda que com posicionamento nacional apenas mediano em alguns indicadores. A cobertura de água atingiu 74,5% em 2022, crescimento de 36,9% desde 2008, mas fica abaixo da mediana nacional (76,5%) e bem distante da média do Paraná (96,1%), posicionando o município no percentil 47. Já a coleta de esgoto teve salto notável, de 17,4% em 2013 para 77,8% em 2021 (+347,7%), aproximando-se da mediana nacional (87,8%) e da UF (89,9%), no percentil 41. O destaque fica por conta do tratamento de esgoto: 80,1% em 2022, mais que quadruplicando desde 2013, superando com folga a mediana nacional (37,7%) e a própria média paranaense (78,7%), colocando o município no percentil 77 — resultado coerente com a existência de 1 ETE local, que já responde por tratamento acima do padrão nacional.
A perda de água na distribuição, de 22,2% em 2022, é inferior à mediana nacional (29,9%) e à média do PR (29,6%), indicando gestão relativamente eficiente da rede, embora tenha havido leve piora desde o mínimo histórico de 16,7% em 2013. No campo dos resíduos domiciliares, o destino inadequado caiu de 22,6% (2010) para 13,2% (2022), redução de 41,4%, ficando ligeiramente abaixo da mediana nacional (14,9%), mas ainda distante da UF (5,6%). A coleta de lixo domiciliar, por sua vez, atingiu 85,9%, acima da mediana nacional (76,9%).
Em emissões de GEE, o município registrou 160.308 tCO₂e em 2024, queda de 23,5% em relação a 2010, porém ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 54. As emissões de energia caíram 26,6% no período, para 6.492 tCO₂e, bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), refletindo possível avanço em eficiência energética. Já as emissões de resíduos cresceram 16,6% desde 2010, para 5.618 tCO₂e, muito próximas da mediana nacional (5.787 tCO₂e) — um contraponto que merece atenção, já que a evolução positiva no tratamento de esgoto não se traduziu em redução equivalente nas emissões do setor de resíduos.
Não há registros de eventos de cheia ou seca no município (2016), e o índice de segurança hídrica de 4,000 (2035) iguala a mediana nacional, embora fique abaixo da média projetada para o Paraná (4,175), no percentil 88. Em síntese, Tuneiras do Oeste avançou de forma consistente no saneamento, sobretudo em tratamento de esgoto, mas ainda tem espaço para elevar a cobertura de água e conter o crescimento das emissões associadas a resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
63.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
60.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
83.8%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
18.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
85.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
13.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
160.308 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.618 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
6.492 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
