UraíPR

10.407 habitantes · IBGE 4128401

IA

Resumo socioambiental

Uraí/PR apresenta situação bastante favorável em saneamento básico, com cobertura de água em 100,0% (2022) e coleta de esgoto também em 100,0% (2021), ambas superiores à mediana nacional (76,5% e 87,8%, respectivamente) e ao patamar do Paraná. O tratamento de esgoto atingiu 88,3% em 2022, mais que o dobro da mediana brasileira (37,7%) e acima da média estadual (78,7%), posicionando o município no percentil 83 nacional — um resultado consistente com a trajetória de melhoria contínua desde 2008, quando o tratamento era de apenas 73,9%. Esse desempenho é sustentado por apenas 1 ETE (2020), no percentil 77 nacional, o que sugere eficiência operacional relevante para o porte do município.

Por outro lado, a perda de água na distribuição é um ponto de atenção: 34,2% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%) e do índice estadual (29,6%), embora em trajetória de queda desde o pico de 41,3% em 2019. Esse indicador contrasta com a excelência na cobertura e tratamento, indicando que os esforços de gestão devem agora priorizar a redução de perdas físicas e comerciais na rede, o que traria ganhos de eficiência hídrica sem necessidade de nova infraestrutura.

Na dimensão de resíduos sólidos, o percentual de domicílios com destino inadequado caiu de 13,1% (2010) para 6,8% (2022), uma redução de quase 48%, embora ainda acima do índice estadual (5,6%). As emissões de GEE do setor de resíduos permanecem estáveis, em 5.406 tCO₂e (2024), próximas à mediana nacional (5.787 tCO₂e), refletindo coerência com a melhoria na coleta domiciliar (90,5% em 2022, acima da mediana nacional de 76,9%).

Em termos climáticos, as emissões totais de GEE caíram 34,2% entre 2010 e 2024, chegando a 50.276 tCO₂e, bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 21 (baixas emissões relativas). Entretanto, as emissões do setor de energia cresceram 23,7% no período, atingindo 15.608 tCO₂e em 2024, movimento que merece monitoramento para não comprometer a trajetória de descarbonização observada nas demais frentes. A segurança hídrica projetada para 2035 (índice 4,000) está em linha com a mediana nacional, mas abaixo do índice estadual (4,175), reforçando a importância de continuar investindo na redução de perdas de água como estratégia preventiva.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

89.6%

2024

76
9.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

89.2%

2024

82
0.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

87.9%

2024

91
17.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

33.6%

2024

40
18.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

90.5%

2022

79
4.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.8%

2022

69
47.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

50.276 tCO₂e

2024

79
34.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.406 tCO₂e

2024

55
1.2% no período

Emissões de energia

SEEG

15.608 tCO₂e

2024

54
23.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.