ArabutãSC

4.487 habitantes · IBGE 4201273

IA

Resumo socioambiental

Arabutã apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços expressivos no manejo de resíduos sólidos, mas fragilidades estruturais no saneamento de água. A cobertura de coleta domiciliar de lixo atingiu 88,7% em 2022, acima da mediana nacional (76,9%) e próxima da média catarinense (89,7%), refletindo forte evolução desde 2010 (66,8%), com o destino inadequado de resíduos caindo para apenas 2,0% dos domicílios — bem abaixo da mediana do país (14,9%) e até do próprio Santa Catarina (3,2%), colocando o município no percentil 12 (quanto menor, melhor posicionado).

Em contraste, o abastecimento de água é o principal ponto de atenção: a cobertura está em 42,0% (2022), muito aquém da mediana nacional (76,5%) e da UF (90,1%), posicionando o município no percentil 13 — entre os piores do país nesse quesito. Mais grave é a trajetória da perda de água na distribuição, que saltou de patamares residuais (abaixo de 1% até 2015) para 39,5% em 2022, superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a catarinense (34,6%). Esse aumento simultâneo à queda na cobertura de água sugere problemas de gestão operacional da rede, com ineficiências crescentes que comprometem o serviço prestado à população, mesmo com a redução acentuada do descarte inadequado de resíduos.

No campo climático, as emissões totais de GEE caíram para 86.378 tCO₂e em 2024, uma redução de 21,7% frente a 2010, situando o município abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de energia também recuaram (-19,8%, para 5.015 tCO₂e), acompanhando a baixa participação da geração hidráulica local (2 MW, ainda distante da mediana nacional de 6 MW). Entretanto, as emissões de resíduos seguem em trajetória ascendente, atingindo 3.387 tCO₂e em 2024 (+46,3% desde 2010), um movimento que contrasta com a melhoria observada na cobertura de coleta e destinação adequada dos resíduos domiciliares, sugerindo que o crescimento no volume tratado não foi acompanhado de práticas de baixa emissão (como compostagem ou aproveitamento energético).

Quanto a eventos hidrológicos, o único registro disponível (2016) aponta 4 ocorrências de cheia e 5 de seca, ambos no percentil elevado em relação à UF, indicando exposição a variabilidade hídrica. Já o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, superior à média de Santa Catarina (3,702) e igual à mediana nacional, sinalizando uma perspectiva relativamente favorável no longo prazo — desde que os problemas atuais de perda de água na rede sejam equacionados para não comprometer esse potencial.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

42.1%

2024

14
35.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

40.9%

2024

27
3453.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

88.7%

2022

74
32.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.0%

2022

88
94.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

2 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

2 MW

2024

32
100.8% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

86.378 tCO₂e

2024

64
21.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.387 tCO₂e

2024

71
46.3% no período

Emissões de energia

SEEG

5.015 tCO₂e

2024

79
19.8% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.