ItapoáSC

34.546 habitantes · IBGE 4208450

IA

Resumo socioambiental

Itapoá apresenta saneamento básico consistentemente acima dos padrões nacionais, mas enfrenta um quadro climático preocupante que exige atenção prioritária dos gestores. A cobertura de água atingiu 99,9% em 2022, muito superior à mediana nacional de 76,5% e à média catarinense de 90,1% (percentil 89), enquanto a perda de água caiu para 12,4%, bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,6%), refletindo percentil 10 — ou seja, entre as menores perdas do país. A coleta de resíduos domiciliares também é praticamente universal (97,3%, 2022), com destinação inadequada residual de apenas 0,5%, contra mediana nacional de 14,9%. Esses indicadores posicionam o município como referência em infraestrutura básica.

Por outro lado, a capacidade de destinação final de resíduos é limitada, com apenas 1 unidade cadastrada (2021), igual à mediana nacional, mas muito distante das 58 unidades da média estadual, o que sinaliza dependência de estruturas externas ou risco de sobrecarga local. Essa fragilidade se conecta ao crescimento acelerado das emissões de resíduos, que somaram 14.582 tCO₂e em 2024, alta de 173,6% desde 2010, superando a mediana nacional (5.787 tCO₂e) e situando o município no percentil 78 — entre os maiores emissores nessa categoria.

O quadro de emissões totais de GEE reforça essa trajetória: 185.924 tCO₂e em 2024, com salto de 97,6% desde 2010 e pico de 302.081 tCO₂e em 2022, colocando Itapoá no percentil 58 nacional. As emissões de energia lideram esse crescimento, com alta de 268,7% no período, indicando pressão do desenvolvimento urbano e industrial sobre a matriz energética local. Já o investimento público de R$ 3,4 milhões (2026) permanece estável (variação de 0,0%) e próximo à mediana nacional, o que é insuficiente frente aos desafios de expansão da infraestrutura de destinação de resíduos e mitigação das emissões crescentes.

No aspecto hídrico-climático, o município registrou 5 ocorrências de cheia em 2016, muito acima da mediana nacional (0) e do agravante estadual (1.062 registros no total), com percentil 98 — situação crítica que contrasta com a boa gestão de perdas de água. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e da média estadual (3,702), sugerindo que, mesmo com eficiência operacional no abastecimento, a resiliência climática de longo prazo requer investimentos adicionais em drenagem, gestão de risco de cheias e planejamento hídrico integrado.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

94.1%

2024

84
4.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

19.3%

2024

77
59.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

97.3%

2022

97
0.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.5%

2022

97
74.0% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2021

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

185.924 tCO₂e

2024

42
97.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

14.582 tCO₂e

2024

24
173.6% no período

Emissões de energia

SEEG

59.855 tCO₂e

2024

27
268.7% no período

Registros de cheia

ANA

5

2016

2
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Investimento

Investimento público

PNCP

R$ 3.4 mi

2026

0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.