Otacílio CostaSC

17.780 habitantes · IBGE 4211751

IA

Resumo socioambiental

Otacílio Costa apresenta um quadro socioambiental de contrastes marcantes entre saneamento de água e esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e da UF (90,1%), colocando o município no percentil 100. Em contrapartida, a perda de água na distribuição chegou a 42,4% em 2022 — indicador em que maior é pior —, valor bem superior à mediana nacional (29,9%) e à média catarinense (34,6%), sinalizando ineficiência operacional que compromete o ganho obtido na universalização do acesso.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. A coleta de esgoto, embora tenha crescido 73,5% desde 2018, atingiu apenas 26,8% em 2021, muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e da UF (43,6%), posicionando o município no percentil 15. O tratamento de esgoto evoluiu de forma expressiva (+435,4% entre 2018 e 2022), alcançando 26,9% em 2022, mas ainda aquém da mediana nacional (37,7%) e da UF (39,7%). Essa lacuna entre coleta e tratamento, associada à baixa cobertura geral de esgotamento, ajuda a explicar por que as emissões de resíduos cresceram 68,1% entre 2010 e 2024, atingindo 5.093 tCO₂e — ainda assim abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

No campo climático, o município reduziu suas emissões totais de GEE em 62,8% entre 2010 e 2024 (de 662.666 para 246.532 tCO₂e), impulsionado principalmente pela queda nas emissões de energia (-65,5%, para 113.630 tCO₂e). Mesmo assim, o valor de energia permanece muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), refletindo a presença de matriz térmica fóssil estável de 34 MW desde 2010 — quase sete vezes a mediana nacional (5 MW). O total de emissões de 246.532 tCO₂e também supera a mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 65.

Em relação à gestão de resíduos sólidos e riscos hídricos, o município conta com apenas 2 unidades de destinação em 2025, número modesto frente à UF (58 unidades), mas que já supera a mediana nacional (1 unidade). Os domicílios com destinação inadequada de resíduos caíram para 2,0% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (14,9%). Já a segurança hídrica projetada para 2035 (índice 3,000) fica abaixo da mediana nacional (4,000) e da UF (3,702), o que, combinado aos registros históricos de cheia e seca em 2016, reforça a necessidade de atenção à gestão de recursos hídricos como complemento aos avanços já obtidos no abastecimento de água.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

91.5%

2024

79
4.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

28.6%

2024

21
85.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

23.8%

2024

44
372.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

40.9%

2024

27
19.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

94.8%

2022

90
1.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.0%

2022

88
40.3% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

2

2025

87
100.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

34 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

246.532 tCO₂e

2024

35
62.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.093 tCO₂e

2024

57
68.1% no período

Emissões de energia

SEEG

113.630 tCO₂e

2024

17
65.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.