TangaráSC
8.189 habitantes · IBGE 4217907
Resumo socioambiental
Tangará/SC apresenta em 2022 cobertura de água de 73,0%, avanço expressivo de +25,3 pontos percentuais desde 2008, mas ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da média catarinense (90,1%), posicionando o município no percentil 46 do país. Esse avanço, no entanto, convive com perda de água de 40,0%, patamar pior que a mediana nacional (29,9%) e que a média estadual (34,6%), colocando o município no percentil 71 (quanto maior, pior) — ou seja, parte do esforço de expansão da rede não se traduz em eficiência, já que as perdas voltaram a subir após mínima de 28,2% em 2013.
No saneamento, a coleta domiciliar de resíduos atingiu 70,4% em 2022 (percentil 40, abaixo da mediana nacional de 76,9% e do desempenho catarinense de 89,7%), enquanto o destino inadequado de dejetos caiu de 40,1% para 25,3% entre 2010 e 2022 — melhora relevante, porém ainda acima da mediana do país (14,9%) e muito distante do padrão de Santa Catarina (3,2%). Essa lacuna em saneamento básico ajuda a explicar por que as emissões de resíduos, ao contrário da tendência geral do município, cresceram +19,7% desde 2010, chegando a 3.309 tCO₂e em 2024 — ainda assim abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e).
No balanço de emissões totais de GEE, Tangará mostra trajetória favorável: queda de -35,6% desde 2010, fechando 2024 em 130.506 tCO₂e, próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 48). As emissões de energia também recuaram (-8,2%, para 23.367 tCO₂e), embora acima da mediana do país (18.929 tCO₂e), parcialmente compensadas pela expansão da potência hidráulica instalada, que saltou de 2 MW para 23 MW entre 2010 e 2012 e se manteve estável desde então (percentil 67), indicando maior participação de fonte renovável na matriz local.
Do ponto de vista de risco hídrico, o município registrou em 2016 sete ocorrências de cheia e cinco de seca, ambos os indicadores nos percentis mais altos do país (99 e 76, respectivamente), sinalizando vulnerabilidade a eventos extremos. Ainda assim, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média catarinense (3,702), sugerindo que, apesar da exposição a eventos extremos passados, as perspectivas estruturais de abastecimento hídrico são relativamente favoráveis — desde que se avance na redução de perdas e na ampliação da cobertura de água e esgoto, hoje os principais gargalos socioambientais do município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
64.6%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
34.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
70.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
25.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
27 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
23 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
130.506 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.309 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
23.367 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
7
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
