AratibaRS

6.618 habitantes · IBGE 4300901

IA

Resumo socioambiental

Aratiba/RS apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com desempenho relativamente favorável em saneamento de resíduos sólidos e em indicadores hídricos qualitativos, mas defasagem estrutural no abastecimento de água. A cobertura de água por rede atingiu 48,2% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 18 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, apesar do avanço de 6,3% em relação ao início da série. Em contrapartida, a perda de água no sistema é baixa (10,5% em 2022, percentil 8, melhor que a mediana nacional de 29,9% e a UF de 36,5%), o que sugere que o problema municipal está mais associado à insuficiência de cobertura da rede do que à ineficiência operacional do sistema existente.

No manejo de resíduos, o município tem desempenho positivo: 90,6% dos domicílios contam com coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%), percentil 79. O destino inadequado de resíduos caiu de 13,5% (2010) para 8,3% (2022), redução de 38,6%, ficando abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda distante do patamar da UF (4,5%). Essa melhoria na destinação parece não se refletir integralmente nas emissões de resíduos, que subiram 8,3% entre 2010 e 2024 (para 5.008 tCO₂e), embora permaneçam abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 45) — indicando estabilidade relativa mesmo com ganhos de cobertura.

As emissões totais de GEE do município somaram 214.151 tCO₂e em 2024, com queda de 10,1% frente a 2010, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 62), refletindo o peso da atividade agropecuária típica da região. As emissões de energia cresceram 25,6% no período, atingindo 10.797 tCO₂e em 2024, porém permanecem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 37). Chama atenção a expressiva potência hidráulica instalada (1.450 MW, estável desde 2010), muito acima da mediana nacional (6 MW) e da UF (4.100 MW), colocando Aratiba no percentil 98 — um ativo energético relevante que não necessariamente se traduz em benefícios diretos ao saneamento local.

Em recursos hídricos, o município registrou eventos de cheia (1) e seca (4) em 2016, e projeta índice de segurança hídrica de 5,000 para 2035, superior à mediana nacional (4,000) e à média da UF (3,895), no percentil 100 — indicativo de perspectiva estrutural favorável. Para os gestores, o desafio prioritário é a ampliação da cobertura de abastecimento de água, hoje o principal gargalo socioambiental do município, enquanto os ganhos em coleta de resíduos e eficiência hídrica devem ser mantidos e ampliados.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

47.3%

2024

18
11.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

22.9%

2024

67
40.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

90.6%

2022

79
4.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

8.3%

2022

65
38.6% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

725 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

725 MW

2024

96
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

214.151 tCO₂e

2024

38
10.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.008 tCO₂e

2024

58
8.3% no período

Emissões de energia

SEEG

10.797 tCO₂e

2024

63
25.6% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.