CaseirosRS

3.064 habitantes · IBGE 4304952

IA

Resumo socioambiental

Caseiros/RS apresenta quadro socioambiental misto, com avanços recentes no saneamento básico mas ainda distante dos patamares nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 53,2% em 2022, crescimento de 10,8% em relação à série histórica, porém bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 23. A perda de água, por sua vez, caiu para 24,1% em 2022 (queda de 26,9%), ficando melhor que a mediana nacional (29,9%) e a UF (36,5%) — um sinal positivo de eficiência operacional que contrasta com a baixa cobertura, sugerindo que o sistema existente é relativamente bem gerido, mas ainda insuficiente em alcance.

No manejo de resíduos e esgoto, a coleta domiciliar recuou de 79,7% (2010) para 70,2% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do estado (82,7%). Em compensação, o destino inadequado de resíduos caiu para 12,2% (queda de 40% desde 2010), ficando melhor que a mediana do país (14,9%), embora ainda distante do RS (4,5%). Essa melhora no descarte adequado ajuda a explicar a forte redução das emissões de resíduos, que caíram de milhares de toneladas na década de 2010 para 1.563 tCO₂e em 2024 (-60,1%), bem abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), posicionando o município no percentil 11 — um dos pontos mais favoráveis do dossiê.

O balanço de emissões totais de GEE também é positivo, com 78.772 tCO₂e em 2024 (-23,9% desde 2010), inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e). Entretanto, as emissões de energia cresceram expressivamente, quase triplicando (+193,7%) para 37.516 tCO₂e, superando a mediana do país (18.929 tCO₂e) e colocando o município no percentil 64 nesse quesito — tendência que merece atenção, pois pode comprometer o bom desempenho geral em emissões caso continue em trajetória ascendente.

Quanto a eventos hidrológicos, os registros de cheia (1) e seca (4) em 2016 colocam Caseiros acima da mediana nacional (0 em ambos), embora muito abaixo dos totais absolutos do RS, refletindo mais a exposição local a eventos extremos do que uma crise estrutural. Já o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (5,000) supera tanto a mediana nacional (4,000) quanto a média estadual (3,895), indicando perspectiva favorável de longo prazo, desde que os investimentos em infraestrutura de água e esgoto sejam ampliados para reduzir o déficit de cobertura ainda presente.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

52.1%

2024

23
9.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

42.3%

2024

25
14.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

70.2%

2022

39
12.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

12.2%

2022

56
40.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

78.772 tCO₂e

2024

67
23.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.563 tCO₂e

2024

94
60.1% no período

Emissões de energia

SEEG

37.516 tCO₂e

2024

36
193.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.